Lee Ranaldo, “performer”, vem ao Brasil no fim de semana

Por Rodrigo Levino

Nesse fim de semana, Lee Ranaldo, guitarrista do Sonic Youth, vem ao Brasil. Não para lançar seu disco solo “Between the Times and the Tides”, que já pode ser incluído na lista de melhores do ano.

Ranaldo apresentará com sua mulher, a artista plástica e audiovisual Leah Singer, a performance “Sight Unsee”, que mescla imagens captadas em diversos formatos, quase todas elas de grandes centros, com música executada ao vivo pelo guitarrista. Tudo isso no Vivo Arte.MOV, em Belo Horizonte (MG). E de graça.

“’Sight Unseen’ é uma reflexão sobre como estamos inseridos no espaço urbano”, disse ele em entrevista a Folha. Mas não só isso. Ranaldo também falou um pouco sobre música brasileira, o fim do Sonic Youth e sobre uma possível vinda (aí, sim) para tocar, como fez seu colega de banda Thurston Moore recentemente.

BRASILEIROS
“Se eu listar artistas brasileiros que mais admiro, Oscar Niemeyer viria em primeiro. Daí uma lista com Caetano Veloso, Gal Costa, Pelé, Milton Nascimento, Os Mutantes, Tom Zé. Sou um grande admirador da obra de Hélio Oiticica e da Lygia Clark e aprecio sobremaneira o paisagismo de Burle Marx. São coisas que de um modo ou outro, foram influências para a minha carreira (além de guitarrista e “performer”, Ranaldo é fotógrafo, poeta e editor)”

SONIC YOUTH
“Nós anunciamos um hiato. Nenhum de nós declarou o fim da banda, nem entre nós nem para o público. Temos alguns projetos que estavam arquivados que devem ser lançados em breve, mas por enquanto é isso. Independente do que aconteça em relação a isso, foram 30 anos incríveis. Atualmente cada um está tocando seus trabalhos solo e estamos todos em contato permanente”

SHOW NO BRASIL
“Seria demais “descer” um pouco daqui (Estados Unidos) e tocar com minha banda. Deve acontecer, deve acontecer. Além de fazer mais shows experimentais com a Leah também!”

“Between the Times and the Tides”
“Foi incrível o processo de gravação. Todos os músicos tiveram tempo para trazer suas sugestões e trabalhá-las em estúdio. Alan Licht, Nels Cline e John Medeskin ajudaram na construção da sonoridade, de acordo com a sensação que eu tinha em mente e queria transmitir. Além do mais, tive a companhia de Jim O’Rourke e Steve Shelley, então não poderia estar mais em casa. Então foi isso: um processo “orgânico”, espontâneo e dos mais livres que já participei. Há muito tempo queria fazer um disco solo como este e não tinha rolado. Mas dessa vez aconteceu. A primeira música eu compus em 2010 e tudo fluiu muito naturalmente, uma coisa levando à outra. Originalmente deveria ser um projeto acústico, mas acho que o resultado foi bem melhor do que esperávamos”

Quem quiser conhecer a faceta “performer” de Lee Ranaldo, ‘Sight Unseen”, vem aqui, ó:

QUANDO domingo, às 20h
ONDE Galeria Genesco Murta (av. Afonso Pena, 1.537, tel. 0/xx/31/3236-7400)
QUANTO grátis
CLASSIFICAÇÃO 16 anos

Se você prefere esperar a vinda dele para tocar as músicas do disco solo, pode aguardar ouvindo “Off The Wall”: