Gisela Domschke, idealizadora do Labmovel ao lado de Lucas Bambozzi, fala sobre as ações que rolaram este ano e o que vai acontecer no ano que vem.

Quais foram suas impressões do Labmovel? 

Ao explorar novas formas de mediação entre o artista e o público em áreas da periferia, onde o acesso a arte e tecnologia é ainda escasso, nosso objetivo é o de criar novas conecções e trocas de experência – tanto para o artista quanto para o público. O aspecto da mobilidade oferece uma alternativa aos espaços institucionais e seus laços por demais fixos e estáveis.

De todas as ações teve alguma mais especial? E por que?

A oficina do Panetone em Capão Redondo funcionou muito bem devido ao apoio que tivemos da Casa do Zezinho. A colaboração com uma organização local facilita a divulgação e a organização da oficina.

A conversa sobre ocupação de espaços públicos foi tema constante este ano. O que ainda falta para que a cidade seja um ambiente ideal para as  pessoas?

Uma política que seja focada no espaço público – em termos de transporte, urbanização e programas de atividades sócio culturais.  Infelizmente nossa política ainda privilegia a especulação imobiliária em seus projetos urbanísticos.

Quais outros artistas vocês querem incluir nos próximos rolês do Labmovel?

Para 2013 pretendemos realizar uma série de oficinas com artistas mulheres.  As oficinas terão como foco o jovem e apresentarão como temas a questão da “identidade” e do “lúdico”. Para isso, vamos colaborar com organizações locais de cada região. Estamos, no momento, agenciando parcerias para que o programa se torne realidade.

E tem alguma outra coisa que você queira falar?

Nosso objetivo  com as oficinas não é apenas o de ensinar ao participante uma técnica específica, mas principalmente a de estabelecer um novo espaço de trocas de conhecimento  e experiência.