Gisela Domschke, artista e diretora artística do Labmovel, fala sobre o projeto, que está no seu terceiro ano. Leia a seguir o bate papo com ela.

 

O que vai rolar de diferente no terceiro ano de labmovel? Alguma unidade entre as oficinas?

Nessa série de oficinas “Espaço em Movimento”, pensamos em estender as ações do Labmovel para cidades próximas a São Paulo, buscando colaborar com diferentes parceiros em cada uma delas. Em Campinas, por exemplo, estamos realizando uma oficina no Ponto de Cultura Maluco Beleza, um espaço cultural dentro da Associação Dr. Candido Ferreira, que é um centro de assistência no campo da saúde mental. A oficina está aberta a usuários da associação assim como a artistas locais. Isso se deve a nossa parceria com o Ateliê Aberto, que foi quem nos apresentou esse espaço dentre alguns outros.

 

Como foi feita a escolha dos artistas?

Os artistas interessados são convidados a nos enviarem uma proposta. Para nós é importante que o tema da oficina tenha um diálogo com o contexto local, que comunique com a identidade dos participantes. Na oficina do Mario Ramiro e do Bruno Schultze, por exemplo, o tema da fotografia encenada favorece uma situação de processo de criação coletiva, onde os participantes vão buscar formas de expressar algo sobre o seu entorno. Isso vai possibilitar situações de trocas interessantes entre os artistas e os usuários do centro.

 

O labmovel tem mais planos para este ano depois da oficina de marco?

Sim, estamos com alguns projetos de novas parcerias, a nível nacional e internacional. Mas ainda estamos buscando fundos para realizá-los. Cada etapa do Labmovel vem sendo apoiada por uma organização diferente – Moondrian Foundation, Fundação Telefônica, Prince Claus Fund e agora o ProAC. Esse é um processo que demanda bastante dedicação da equipe como um todo. O Labmovel sem essa energia seria apenas uma kombi.