Começamos esse dia escutando as mulheres, mães e avós que moram no entorno do Parque Pinheirinho D’água. Segurando um novelo de lã, uma passava o novelo para a outra depois de contar um pouco da sua história. Assim, foi sendo construída uma trama de linhas/memórias intercaladas. Não foi preciso fazer muitas perguntas, as reclamações e preocupações com os filhos surgiram naturalmente na fala de cada uma: o problema com acúmulo de lixo, enchentes, ocupações irregulares, violência, a falta de cuidado com o espaço ao redor do parque. Expressaram a vontade de que as crianças pudessem brincar livremente no parque e nas ruas.

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Caminhamos por uma trilha do parque que termina no “Retão” – uma avenida que divide o parque em duas partes – durante a caminhada, tivemos a chance de ver um pouco dos problemas que elas tinham levantado anteriormente, como o lixo e as ocupações irregulares.

No período da tarde, em baixo de uma Arueira, conversamos com a equipe de jardineiros do parque. Foi muito interessante perceber que já existem iniciativas dos próprios funcionários: eles separaram uma área para plantar espécies que atraem borboletas, outra área foi destinada à árvores frutíferas para atrair os pássaros. Cultivam também ervas para temperos e chá. Se mostraram realizados com o trabalho que estão fazendo.

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