Laboratório CEU: Território Novo Mundo

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O Laboratório CEU é resultado de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU) e o Labmovel. O projeto consiste em uma série de atividades que poderiam ser chamadas de oficinas de escuta, em que jovens, crianças, adultos, mulheres e idosos relatam, discutem e indicam no mapa os lugares que frequentam e seus caminhos, bem como seus desejos e expectativas para a região.

Em um dos momentos do mapeamento, as crianças sinalizam os principais locais de convívio, lazer, moradia e passagem, pontos que farão futuras conexões entre o Território CEU Novo Mundo aos pontos afetivos e em uso no Parque Novo Mundo. Em outros momentos, jovens, crianças e adultos são entrevistados a respeito de quais atividades ainda não existentes na região são de seu interesse e poderiam ser oferecidas pelo novo CEU. Diferentes grupos, como os específicos de mulheres e idosos, passam por entrevistas e participam das oficinas, compondo relatos de recorte múltiplo da população da região, cujos dados estão sendo traduzidos e compilados em um mapa online.IMG_4342

Apesar de ainda não ter sido inaugurado, o CEU Novo Mundo já começa a existir no imaginário do Parque Novo Mundo, o que repercute de alguma forma na vida presente e real dos habitantes e envolvidos no projeto de implementação.

O Laboratório CEU Território Novo Mundo é um projeto piloto que poderá ser convertido em uma plataforma de acesso às possibilidades cartográficas que se formam a partir de contribuições orais e escritas, discutidas e desenhadas pela população.

A idéia é que as vivências, experiências e usos dos espaços já estabelecidos na região possam ser observadas como metodologia de escuta para a ampliação da rede CEU.

Equipe Labmovel

Coordenação geral: Gisela Domschke e Lucas Bambozzi

Produção geral: Larissa Alves

Coordenação da equipe de arte-educadores e mediadores: Maria da Penha Brant (The International Escritorinho of Art)

Educadores: Leonardo Polo, Orlando Coelho, Paulo Martins

Mapa online: Eduzal

Vídeo: Lucas Gervilla

Apoio assistência tecnológica: Herbert Baioco

Motorista, apoio técnico: Rodrigo Motora

Redação e redes sociais: Milena Durante

Rolês, caminhadas em foto: Sato Casadalapa

Intermediação local: Rose Silva

Equipe SMDU:

Tereza Herling

Carolina Sacconi

Hannah Machado

Helena Nosek

Priscila Gyenge

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Catálogo Labmovel em distribuição

Ficou pronta a publicação que descreve e comenta a trajetória do Labmovel, de 2012 até hoje – produzida pelo Edital Espaços Independentes para Artes Visuais (Proac).
Estamos bem satisfeitos com os resultados e em breve vamos disponibilizá-lo por aqui também em PDF.
Um salve geral para a equipe de produção:

Co-edição: Gisela Domschke | Lucas Bambozzi | Margot Pavan

 Design e comunicação visual: Papaya Madness

Produção de imagem: Lucas Gervilla

Produção executiva: Larissa Alves

Produção gráfica: Lilia Góes

Tradução: Gama Traduções

Gráfica: Corprint

Realização: Diphusa Mídia Digital e Arte Ltda

OFICINAS ESPAÇO EM MOVIMENTO

4 oficinas em 4 cidades do Estado de São Paulo

m 2014, o Labmovel pode estender sua mobilidade a territórios independentes e descentralizados para além da grande São Paulo, atingindo outras cidades. A mídia digital foi aqui empregada para explorar as relações do humano e do meio ambiente. O projeto colocou em prática atividades laboratoriais como a fotografia encenada em uma instituição de saúde mental na periferia de Campinas, a escuta de histórias de crianças nas palafitas da zona norte de Santos, o uso de um drone acompanhando caminhadas para medição do índice de oxigênio nas águas de Ubatuba e a criação de marcos sonoros, invisíveis e geolocalizados na região de heliópolis. Muito importante nessa série foi a colaboração estabelecida com parcerias locais, que ajudaram na escolha dos locais e contextos em que as ações foram realizadas, assim como na organização dos encontros e nossa interface de compartilhamento com as comunidades. Pegar a estrada e pernoitar em outras cidades trouxe também uma experiência imersiva muito mais rica para o projeto.

apoio: Proac – Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo – Brasil
“Concurso de Apoio a Projetos de Espaços Independentes Vinculados às Artes Visuais no Estado de São Paulo” (edital 24/2013 do programa de Ação Cultural )

OFICINAS JOGO E IDENTIDADE

4 Oficinas / 5 mulheres na periferia de São Paulo

Essa série privilegiou a atuação de artistas mulheres na condução dos encontros com a comunidade. Foram realizadas quatro oficinas oferecidas por cinco artistas para adolescentes de ambos os gêneros. Cada oficina teve a intenção de compartilhar experiências e conhecimento prático de maneira lúdica e, ao mesmo tempo, criar conexões sociais dentro das diversas comunidades visitadas pelo Labmovel.

Nessas ações, o desafio de explorar diferentes mídias foi baseado no processo de despertar a curiosidade como forma de empoderamento – um novo olhar da imagem através do uso de objetos do cotidiano como espelhos, jarras, porta-retratos: a revelação do mistério ótico pela construção de um projetor com caixas de papelão, lentes de aumento e celulares a descoberta do uso das tags na rede através da busca de palavras resultando em uma diversidade de imagens e interpretações: e a escuta criativa em um parque público, onde os participantes redescobriram seu entorno através da audição atenta.

Labmovel participa do Cartografias Artísticas Contemporâneas

RESIDÊNCIA / OCUPAÇÃO GALERIA MARTA TRABA

No dia 06/10 o Labmovel participa do evento Cartografias Artísticas Contemporâneas, em uma ação de mostra dos seus projetos, conduzidos ao longo de 2012 e 2013. A convite da curadora Lilian Amaral, o Labmovel deve atuar também como mecanismo de apoio e irradiação da ação de outros grupos artísticos convidados.

Desde setembro ocorre no Espaço Ateliê da Galeria Marta Traba a Residência Artística Experimental – um laboratório de experimentação poética que segue até 10 de outubro com oficinas e o desenvolvimento de processos criativos dos participantes. Todo o processo é  aberto ao público e culmina com o que os organizadores chamam de Ocupação Processual da Galeria, entre 04 e 10 de outubro com uma programação que compreende mostras de vídeos, ciclo de debates, performances e diversas ações.

O evento é parte do Projeto Co+Labor+Ação, uma parceria entre a Galeria Marta Traba da Fundação Memorial da América Latina e o Projeto de Extensão R.U.A (Realidade Urbana Aumentada), articulado à Linha de Pesquisa Arte e MediaCity / GIIP (Grupo Internacional Institucional de Pesquisa em Convergência entre Arte Ciência e Tecnologia)- Instituto de Artes da UNESP.

ARTE, TECNOLOGIA, MOBILIDADE

Estas oficinas confirmaram na prática a vocação do Labmovel: um veículo para possibilitar a produção de atividades e ações artísticas em diferentes situações ao abordar a carência de espaços culturais ou dedicados à experimentação artística em diversas regiões. Freguesia do Ó, na zona norte de São Paulo, São Caetano do Sul, no ABC paulista, Centro Cultural Monte Azul e Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, foram as regiões escolhidas.

As atividades funcionaram como forma de aperfeiçoamento dos próprios recursos do Labmovel no sentido de torná-lo adaptável aos novos contextos e circunstâncias em diálogo com as comunidades locais. Para além das mídias móveis, foram desenvolvidas atividades de construção de carrinhos de rolimã modificados, intervenções, grafitagem eletrônica, usos lúdicos da computação física e produções sonora do tipo “faça-você-mesmo”.

apoio: Fundação Telefônica – Brasil

Residência artística Labmovel + NimK

Vivo ARTE.MOV e NIMk têm o prazer de anunciar o resultado do Edital para o programa de residência artística de 2 meses em Laboratório Móvel para o ano de 2012. A iniciativa é pioneira ao ser aplicada para veículos especiais equipados com recursos de produção e difusão de meios digitais (labmóveis) desenvolvidos nas cidades de Amsterdam e São Paulo.

Os projetos selecionados foram: “Projeto Jandig” de Angelo Moscozo (conhecido com VJ Pixel) e “The City Talks” de Sander Veenhof.

O Projeto Jandig é uma investigação a respeito de marcadores para visualização de obras por meio de tecnologias de Realidade Aumentada sobre o espaço urbano. Segundo Angelo Moscozo (conhecido também como VJ Pixel), “trata-se de um projeto colaborativo de arte digital que propõe a criação de uma espécie de Zona Autônoma Temporária (TAZ) nos espaços em que é instalado. A intervenção acontece quando os usuários interagem com marcadores, utilizando dispositivos móveis para abrir janelas no mundo real para visualizar criações digitais”, que no caso, serão obras cedidas através da licença Creative Commons.

“The City Talks” é um projeto que gira em torno da documentação de partes consideradas ‘intangíveis’ de uma cidade: histórias contadas por pessoas nas ruas, nos mercados e nas paradas de ônibus. Ao invés de registrar seus pensamentos e conversas e dar saída em alguma mídia como filme, vídeo, páginas web ou mesmo num site para celular, The City Talks produz uma forma de saída no próprio ambiente de registro. A cidade se torna o próprio meio. Utilizando sistemas de realidade aumentada baseadas em geolocalização, e textos em formato próximo ao de HQ, as histórias ganham vida em seu próprio contexto.

Um dos fatores decisivos na escolha foi a proximidade tecnológica de ambas as propostas. Os residentes irão trabalhar juntos em encontros na Holanda e no Brasil, aprimorando seus projetos a partir da experiência diferenciada de cada um dos pesquisadores com os sistemas de realidade aumentada. Sempre houve muita expectativa com relação às promessas estéticas, sociais ou funcionais associadas a esses sistemas. As formas de colaboração, envolvendo engajamento do público a partir das plataformas móveis, e o uso de software aberto nos projetos, pode afinal vir a ser um diferencial importante, e talvez indiquem um passo distintivo no desenvolvimento dessas tecnologias.

Os artistas brasileiros finalistas foram Anaisa Franco, Claudio Bueno, e Rogerio Borovik, além do VJ Pixel. O critério para a seleção final dos projetos levou em consideração não apenas a qualidade conceitual dos projetos, mas também a forma como as propostas respondiam ao objetivo de mediação com as comunidades locais em uma plataforma móvel, bem como as perspectivas de desdobramentos dos projetos após o período da residência.

Os veículos que constituem as plataformas móveis (Labmóveis) foram desenvolvidos em Amsterdam pelo Netherlands Media Art Institute (Nimk) e em São Paulo pelo Programa Arte e Tecnologia da Telefonica (em parceria com o Vivo arte.mov).

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Equipe de facilitação: Annet Dekker, Annette Wolfsberger, Gisela Domschke, Lucas Bambozzi.

Parceria: Nimk e Vivo arte.mov.