LAB CEU José de Anchieta – Pesquisa

Artur Alvim é um distrito da cidade brasileira de São Paulo, situado na região Leste 1, com 6,6 km² de superfície. Nele está situado um conjunto habitacional formado por prédios e residências baixas, denominado Cohab I.
O nome do distrito é uma homenagem ao engenheiro Artur Alvim, descendente de importante família paulistana, que participou na construção do Ramal de São Paulo da Estrada de Ferro Central do Brasil, que corta o bairro, e contribuiu na construção da primeira escola municipal da região. Essa escola, já destruída, também recebeu o seu nome. A região, que até então era um amontoado de chácaras conhecido como Santa Teresa, desenvolveu-se a partir da vila surgida em torno da estação projetada por Alvim.
Durante décadas o bairro e a região ficaram no esquecimento, até que o metrô chegou em 1987 (é atendido pela do Metrô de São Paulo pela Estação Artur Alvim), e mudou radicalmente as feições da área. Hoje, Artur Alvim é um bairro residencial em franco desenvolvimento.
Durante décadas o bairro e a região ficaram no esquecimento, até que em 1987 chegou no bairro a a Linha 3 (vermelha) do Metrô de São Paulo, a Estação Artur Alvim. No passado, também foi atendido pela Linha 11 (coral) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos pela Estação Engenheiro Artur Alvim, cujas plataformas desativadas em 27 de Maio de 2000, com a inauguração do Expresso Leste, podem ser observadas até hoje.

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As únicas casas da vila em 22/9/1943. Foto tirada da plataforma da estação, que ainda não tinha prédio (Acervo Douglas Nascimento).
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Plataformas da antiga RFFSA em Artur Alvim, em 2009. Foto Rafael Asquini. http://www.estacoesferroviarias.com.br/a/artalvim.htm
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Plataforma desativada de Artur Alvim, em 2004. Foto Ricardo José da Corte.

Os Conjuntos Habitacionais da COHAB

“Cohab I cresce como opção de negócios.”
Bem antes da construção do estádio do Corinthians, Cohab José de Anchieta, a Cohab I, em Artur Alvim, se valorizava e movia internamente o mercado local.

Apesar de não ter sido o primeiro conjunto habitacional a ser inaugurado pela Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab), o conjunto Padre José de Anchieta, em Artur Alvim, é normalmente conhecido como Cohab I. Os primeiros moradores começaram a ocupar os prédios e casas do local em 1978.

Seus imóveis sempre foram muito procurados, a princípio por moradores do próprio conjunto, em busca de um local para seus familiares, mas, depois, por quem queira mesmo morar por lá. Afinal, tudo levava a uma valorização já naquela época. Acesso direto à principal via da zona leste, a Radial Leste, proximidade com o centro de Itaquera e, claro, preços interessantes.

No começo, as imobiliárias que se instalaram nas proximidades – e, com o tempo, dentro do conjunto – atendiam esse público que queria, por exemplo, um apartamento para seus filhos. As casas – um tipo de unidade que pouco se via em outros conjuntos -, não demoraram, começaram a ter “outra cara”. Seus proprietários, conforme melhoravam seus padrões de vida, também faziam melhorias em seus imóveis.

Um comércio local crescente nas principais vias, inauguração de estação de metrô nas proximidades (Artur Alvim), alargamento e extensão da Radial Leste, entre outros fatores, fizeram com o imóvel na Cohab I fosse valorizado. Muito antes do lançamento do shopping Metrô Itaquera e mesmo da inauguração do futuro estádio do Corinthians, na região, o imóvel local já sobrevivia e muito bem com a venda e a locação de apartamentos.

Hoje, a Cohab I tem outras características, diferentemente de outros conjuntos na cidade, ou mesmo na zona leste. É claro que ainda é um bairro-dormitório, pois não há indústrias por lá, quando muito na região. O comércio também não supre todas as vagas que os moradores necessitariam. Mas o futuro reserva ainda mais valorização.

A Copa do Mundo, em 2014, a futuro Pólo Industrial, entre outras coisas, desde já valorizam o imóvel no bairro/conjunto e, claro, refletem em toda a região. Para ter ideia, hoje, o metro quadrado no conjunto está entre R$ 2,7 mil e R$ 4,2, dependendo do tamanho e da localização dentro do conjunto. Isso, levando-se em conta que não há elevadores nos prédios e que eles, em sua maioria, não possuem áreas de lazer ou salão de festas, e cada unidade tem, em média, 58 m2. Ou seja, o valor está, sim, intimamente ligado à infraestrutura da região e as perspectivas que existem em razão do futuro eminente.”
http://www.zlimovel.com.br/noticias_cohab-i-cresce-como-opcao-de-negocios-zona-leste-sao-paulo_550-0-0-0-1_0.html

Entrevista sobre qualidade de vida no bairro
http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Entrevista-Sobre-a-Qualidade-De-Vida/815926.html

O recém inaugurado corredor de ônibus da Avenida Itaquera

O escritório que ganhou a licitação para deenvolver o projeto do CEU Jose Anchieta é o mesmo que escritório que ganhou pra fazer o projeto do corredor de ônibus da Avenida Itaquera. É o escritório chamado Urbaniza.

“Corredor Leste – Itaquera: 6,1 Km, R$ 225 milhões. OBRA INICIADA.

O Corredor terá faixa exclusiva à esquerda com pavimento rígido em toda a sua extensão, nos dois sentidos. Com o objetivo de aumentar a mobilidade dos coletivos os pontos de parada devem ser complementados com faixas adicionais para ultrapassagem, executadas em pavimento rígido. O projeto prevê ainda a implantação de dois viadutos no cruzamento da Av. Itaquera com Av. Aricanduva, o que possibilitará tanto ao Corredor Itaquera quanto ao Corredor Aricanduva, maior fluidez neste trecho que hoje é um grande ponto de congestionamento.

  • Recursos: PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e Prefeitura Municipal de São Paulo;
  • Prazo: 36 meses;
  • Término: Agosto/2016;
  • Status: Obra iniciada;
  • Integração: Terminal de ônibus Vila Carrão; Terminal / Estação Itaquera (Linha 3 Vermelha do Metrô / Linha 11 CPTM).”

http://prova2.suaempresa.net/Conteudo/174/sao-paulo-ganhara-mais-165-km-de-corredores

“Sob responsabilidade da SMT/SPTrans, o Programa de Mobilidade Urbana – Etapa 1, tem sua execução gerenciada pela SPObras, que vem conduzindo os trabalhos com ritmo promissor.
Nesta Etapa 1, o Programa prevê a construção de 94 km de novos corredores de ônibus, a requalificação de 30 km de corredores já existentes e a construção de quatro terminais urbanos.
(…)
3. Corredor Leste Radial 2, com 5 km de extensão, dá continuidade ao Leste 1 até a Estação do Metrô Artur Alvim
(…)”
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/infraestrutura/sp_obras/mobilidade_urbana/index.php?p=153651

“O corredor Leste Itaquera se estende por 14 quilômetros, entre o Terminal Carrão, Avenida Dezenove de Janeiro, Avenida Itaquera e Avenida Líder. Ele terá faixa exclusiva para ônibus à esquerda, com pavimento rígido em toda sua extensão.

Segundo a assessoria, as novas paradas terão altura de 28 cm para melhor atender os ônibus de piso baixo. A SPObras também compromete-se a implantar os novos modelos de abrigos de ônibus, mais modernos e seguros.

A empresa ressaltou, ainda, que o viário e as calçadas receberão rebaixamento de guias para a travessia de pedestres, dessa forma, toda obra estará de acordo com as novas normas de acessibilidade. O corredor contará, também, com moderna sinalização e nova rede semafórica sincronizada. O projeto prevê também a implantação de dois viadutos no cruzamento das avenidas Itaquera e Líder. A obra deve ser entregue em até três anos.”
http://gazetavirtual.com.br/corredor-de-onibus-av-itaquera-comeca-a-mudar/

 

fonte:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Artur_Alvim_(distrito)
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/bibliotecas_bairro/bibliotecas_a_l/jovinapessoa/index.php?p=5726

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Território CEU – Conceito e Pesquisa

“A escola-parque concebida por Anísio Teixeira também serviu de inspiração para um projeto ambicioso da prefeitura de São Paulo na gestão Marta Suplicy (2001-2004), que fez dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) o carro-chefe da política educacional da prefeitura.
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Os CEUs ocupam áreas nos rincões mais carentes do município e têm a proposta de oferecer um programa educacional amplo, que inclui esportes e áreas artísticas. Além das questões educacionais, seu espaço físico é liberado para uso como praça ou clube de lazer nos finais de semana para encontro da comunidade. No caso dos CEUs, a inspiração na escola-parque de Anísio Teixeira parece ser também arquitetônica. O projeto faz homenagem ao desenho moderno que Teixeira tanto prezava e, involuntariamente ou não, à carga simbólica que se mesclou a ele em termos de utopias sociais.

O projeto básico dos CEUs foi elaborado por Alexandre Delijaicov, André Takiya e Wanderley Ariza, arquitetos da divisão de projetos do departamento de edificações da Secretaria de Serviços e Obras da Prefeitura de São Paulo, sendo que o desenvolvimento do projeto e sua adaptação aos diferentes terrenos são feitos por diferentes escritórios de arquitetura. Um volume cilíndrico para a creche, um edifício de projeção retangular longo e estreito, em geral com três pavimentos para o ensino infantil e fundamental, um edifício que abriga teatro e instalações esportivas e ainda parque aquático com três piscinas.

Os CEUs são estruturas de grande porte, para 2.400 alunos, com a modulação bem marcada. A circulação vertical, no centro do bloco, se distribui nos andares em dois corredores laterais, como varandas, separados das salas por grandes caixilhos com vidro. Além da preocupação pedagógica e da de servir como praça e ponto de encontro nos finais de semana, os CEUs ainda acumulam a função de “catalisador” urbano: inseridos em áreas de construções precárias, espera-se que sua presença exerça uma marca positiva no bairro, favorecendo melhorias.”

fonte:A Escola Parque ou o sonho de uma educação completa(em edifícios modernos)

outros links para pesquisa:
Centros Educacionais Unificados, São Paulo

Território CEU, Gestão Urbana SP

LABCIDADE: repensar a colaboração na cidade

No dia do aniversário de São Paulo, 25 de janeiro de 2016, o Labmovel participou do LabCidade, um evento de arte sobre a cidade, conduzido pela Choque Cultural e pelo Laboratorio da Cidade. O projeto labcidade propõe uma reflexão sobre como usar melhor a cidade de São Paulo, valorizando suas ruas, praças e rios. Em um conjunto de atividades bem diverso, participaram desse encontro Regina Silveira, Lucas Bambozzi, Gisela Domschke, BijaRi, Tec, Ale Jordão, Lucas Gervilla, Marcus Bastos, Anaísa Franco, e vários outros, como em uma “sala na rua” com debates e palestras durante todo o dia e totalmente abertas ao público.

Como em outros projetos, o Labmovel atuou dando suporte a várias das ações previstas, com projeções de vídeos, documentários, remixagens de filmes (em torno do tema metrópoles distópicas), montagem de peças sonoras, e improvisos.

Um dos motivadores das ações e da própria participação foi repensar como podemos funcionar de fato juntos, revendo o papel de cada um nesse grande arranjo coletivo que é a própria cidade.

Toda a programação foi transmitida no webprograma “Sala na Rua”, com mediação de Baixo Ribeiro (Choque Cultural), Felipe Lavignatti, Andre Deak e João Ramirez (Laboratório da Cidade), Sergio Bicudo (Era Transmidia), Bruno Torturra e Maria Shirts (Fluxo). E convidados, são Gisela Domschke e Lucas Bambozzi (Labmovel), Gilberto Dimenstein (Catraca Livre), Igor Alegoria (Muda Cultural), Rodrigo Arnaut (Era Transmidia), Irene Quintáns (Oficinas para Crianças), Andrea (Acupuntura Urbana), Felipe Gasnier (Edições Ideal), Andre Palhano (Virada Sustentável), Floresta Urbana, Fabio Sabba (Uber), Regina Silveira, Leandro Beguoci (Outra Cidade), Pi Caiuby (Conexão Cultural) , Natalia Garcia (Cidade para Pessoas) e Lucas Pretti (Preto Café).
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LABCIDADE
Dia 25 de Janeiro das 10 hrs às 22 hrs
Local: Rua Medeiros de Albuquerque, Vila Madalena.

Cátedra Foucault

Labmovel participou em 27/05/2015 das ações em apoio da criação da cátedra Michel Foucault na PUC-SP. As manifestações foram conduzidas espontaneamente por professores e alunos em uma caminhada em torno da Universidade, acompanhada pelo Labmovel. Textos do filósofo francês foram lidos e amplificados com recuros do Labmovel e da Rádio Volusiana.

veja mais

Esto No Es Un Museo

Em 2015 o Labmovel participou da Exposição internacional ESTO NO ES UN MUSEO (Isto não é um museu) de curadoria do espanhol Marti Peran, no CCSP.

Isto não é um museu é uma exposição nômade na forma de uma plataforma que busca uma continua expansão das paredes e lógicas de uma museu. A exposição apresenta mais de 50 projetos ligados a mobilidade, de várias cidades ao redor do mundo.

A exposição no Facebook

ESTO NO ES UN MUSEO. Artefactos móviles al acecho

Labmovel no SESC Pompéia

Oficinas de cinema expandido

A convite do núcleo Oficinas de Criatividade do Sesc Pompeia, o Labmovel conduziu em dezembro de 2014 uma dupla de workshops em torno de técnicas de edição de vídeo, com duração de dois dias, destinadas a um público nas faixas etárias entre 13 e 60 anos. Pensadas como como atividades em afinidade com o próprio histórico de atuação do Labmovel, cada uma das oficinas e envolveu pesquisadores ligados ao chamado audiovisual expandido – que atuam em conexão direta com o próprio Labmovel ou como colaboradores assíduos.

As oficinas tiveram a seguinte configuração:

Desmontagem:
Oficina de des-edição de filmes e videos, com Lucas Bambozzi e Lucas Gervilla, da Equipe Labmovel.
A oficina propôs exercícios de mudança na estrutura de edição de trechos de filmes e videos conhecidos na história do cinema, tais como:

  • O Encouraçado Potemkim, de Sergei Eisenstein
  • Psicose, de Alfred Hitchcock
  • Nostalgia, de Andrei Tarkovski
  • Amnésia (Memento), de Christopher Nolan

Carga horaria: cerca de 4 horas, no total

Videomapping: Cenários eletrônicos e projeções de vídeo em superfícies específicas, com Fernão Ciampa e Sylvio Ekman, ambos do Coletivo Embolex.

A proposta foi produzir exercícios práticos a partir de técnicas de videomapping usadas na criação de cenários e apresentações envolvendo projeções de vídeo. A partir de situações criadas coletivamente, os participantes montaram objetos que foram mapeados em tempo real com softwares acessíveis.

Carga horaria: cerca de 4 horas, no total

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Labmovel no SESC Pompeia:

Dias 13 e 14 de dezembro (sábado e domingo): das 13h às 17h

Local: Áreas em torno das Oficinas de Criatividade do Sesc Pompeia