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Dia #5: LabCEU 2016 Território José de Anchieta

O último dia de atividades no bairro Artur Alvim foi o momento de descontração entre os moradores. O encontro foi mais uma vez na praça do morcegão. Membros da Cia de teatro Tal & Pá fizeram uma roda de ciranda, chamando todos para dançar em círculo. O produtor do teatro, Lucas Ruiz, recitou uma poesia. Oclim e Brin, que organizam a batalha do morcegão na praça, cantaram duas músicas autorais, “dia a dia” e “eu sei”.

Dia #4: LabCEU 2016 Território José de Anchieta

Na parte da manhã encontramos com crianças 5 anos da EMEI Maria Vitória da Cunha. Para evitar que um repetisse a resposta do outro, os educadores criaram uma dinâmica em que eles revelavam as brincadeiras que mais gostavam em segredo. Uma das brincadeiras foi sorteada e em seguida todos brincaram de esconde-esconde.

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Fechando a mão como um binóculo, se aproximaram da maquete e mostraram lugares que reconheciam: “aqui fica o trilho do trem”, “redondo redondo” repetiu uma menina que encontrou as caixas d’agua. Depois, localizaram a escola e a praça onde estávamos. Sugerimos que montassem uma cidade em cima do mapa usando alguns pedaços de madeira e peças de plástico. O que tem na cidade? o educador perguntou. Prédios!, responderam. E seguiram colocando pequenos caminhões de plástico em cima das ruas, uma tampinha de garrafa pet virou uma caixa d’água, um triângulo de madeira o telhado de uma casa. “Minha mãe me ensina a fazer cidades boas, olha: tem telhado, prédio, montanha em cima de um rio, piscina e um cano para construir o tubo d’água”

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A última oficina foi com adultos. Escolhemos uma outra pracinha, em frente ao IML. Apesar de ter muitas árvores frutíferas e um ponto de taxi desativado, a população não se apropria do lugar que se encontra abandonado.

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Esse grupo trouxe muitas histórias do passado, ressaltando que o bairro já melhorou muito, mas ainda tem muito mais para ser feito. “Antes não tinha nem padaria”, um senhor comentou. “Nós tínhamos que ir no Jardim Marília comprar pão, hoje temos padarias aqui”. Mostrando fotos antigas da Cohab 1, Zézinho disse que “Quem veio pra cá no inicio, já foi embora porque ninguém acreditava nisso aqui. Aqui era chácara”.
Depois de responderem três coisas que sabem fazer e as três coisas que gostariam de aprender, voltaram apara a AMMU (Associação dos mutuários e moradores da Cohab 1) onde o tradicional bingo de sexta feira estava prestes a começar.

Dia #3: LabCEU 2016 Território José de Anchieta

No bairro Artur Alvim, o Clube Escola Padre José de Anchieta é carinhosamente chamado pelos moradores de Matraca. Mas nem todo mundo sabe a razão do apelido. Nós conhecemos a Célia, que nos contou que a origem do apelido vem do nome de um grupo que organizava o som dos bailes que lá aconteciam semanalmente. Vinha gente de todo canto. Foi no Matraca que passamos o terceiro dia de ações no bairro. E será nesse espaço que o CEU José de Anchieta será construído.

Começamos o dia com o 6° ano (11 e 12 anos) da EMEF Padre Serafin Martinez Gutierrez. Como vem acontecendo, procuramos não perguntar sobre as expectativas com o futuro CEU nos primeiros momentos da atividade, que acabam sendo mais lúdicas e descontraídas. Segurando um espelho e ouvindo as direções do educador, os participantes exploraram visões diferentes da que eles tem normalmente naquele lugar. Através dos reflexos surgem novos enquadramentos do céu, do chão, em interações com o entorno.

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Depois dessa dinâmica, começamos, com um mapa em mãos, uma conversa em torno de suas atividades no bairro. Muitas crianças, residentes na Cohab I, listaram que normalmente andam de bicicleta, mas não na rua em que moram, porque passam muitos carros e por isso é proibido; gostam de brincar de subir em árvores, mas disseram que tem poucas árvores e as que existem estão “no meio do mato” e o pai não os deixa ir lá justificando que pode ser perigoso; Uma menina comenta que gostaria de cuidar da natureza e das plantas, enfatizando que as praças estão muito sujas.

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Um pouco antes de terminar a atividade, sugerimos que as crianças viajassem mentalmente pelo futuro CEU. Fecharam os olhos e fizemos uma condução imaginária pelos ambientes, desde o percurso de entrada, passando pelas áreas externas, a piscina, a praça, até os espaços fechados, a biblioteca, o estúdio de som, etc.

Na parte da tarde, recebemos um grupo de mulheres que frequenta o Matraca para fazer ginástica, outras se juntaram a nós para participar da conversa. Algumas eram antigas moradoras do bairro, e nos contaram histórias, como a do baile do Matraca. As falas eram conduzidas por um cordão, que ia formando uma rede entre elas. Sugerimos uma dinâmica de reconhecimento de seus desejos e habilidades. Os desejos vieram mais evidentes, enquanto as habilidades, só após um momento de reflexão. O que de início era apenas reivindicação, transformou-se em um momento de troca entre as participantes da roda.

Dia #2: LabCEU 2016 Território José de Anchieta

Pela manhã, a turma do 1° ano técnico em administração da ETEC Teresa Aparecida Cardoso Nunes de Oliveira, entre 14 e 15 anos, participou de uma oficina de vídeo. Com orientações básicas de luz, som e enquadramento. Pedimos para que realizassem pequenos sets de entrevistas sobre o que gostariam de fazer no CEU. Os depoimentos foram postados no Instagram, com as hashtags #labmovel e #labceu. Ao final, os próprios alunos avaliaram as imagens que fizeram com as considerações técnicas apresentadas no começo da atividade.

Deixamos a Etec e estacionamos o Labmovel, mais uma vez, no centro da Praça Morcegão. Lá, encontramos com pessoas que fazem parte do Cia. de Teatro Tal & Pá e o pessoal da equipe que promove a Batalha de MC’s na Praça do Morcegão. Fizemos uma dinâmica em que cada um descreve três coisas que sabe fazer, a ponto de poder ensinar alguém, três coisas que gostaria de aprender e como eles se comunicam no bairro. Com as respostas, percebemos um forte envolvimento do grupo, que encontrou na nossa presença uma grande oportunidade de expor suas ideias e experiências com projetos que já foram desenvolvidos no bairro, como oficinas de teatro na escola e eventos que acontecem na Praça do Morcegão (shows de Rap nacional, improviso, slams e saraus). Mostraram bastante interesse no estúdio de gravação que será construído, onde acreditam, encontrarão os equipamentos e estrutura necessária para desenvolverem suas produções coletivas e individuais.

A Praça do Morcegão foi apontada como um ponto de encontro e trocas de informações sobre eventos que estão acontecendo, lugar onde curtem hip hop, fazem atividades físicas com a família e com crianças, enfim, um lugar de convívio social intenso.
Terminamos o dia com a participação de alguns jovens mostrando um pouco de Rap e Slam (poesia falada) à capela (sem instrumento).

Dia #1: LabCEU 2016 Território José de Anchieta

Algumas pessoas que andavam na praça Morcegão, no bairro Artur Alvim, viram a movimentação de crianças e a presença do Labmovel. Pararam para ver o que estava acontecendo, explicamos sobre nossa ação para entender a dinâmica e a diversidade do bairro no contexto da implantação do futuro Território CEU José de Anchieta. Mostrávamos a programação de nossas atividades os convidando para voltar.

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A primeira oficina no bairro foi com um grupo do Infantil II (5 anos) da EMEI Leonardo Arroyo. Umas das professoras explicou o nome formal da praça que homenageia uma antiga moradora chamada Dilva Gomes Martins e a razão do apelido “Morcegão”, vindo da forma de uma estrutura que existia antigamente para shows que lembrava as asas de um morcego.

Chamando a maquete fotográfica de quebra-cabeça, identificaram casas, a linha do trem a estação de metrô, a ponte, os campos de futebol e as caixas d’água.

Com a mediação dos educadores procuraram a escola que frequentam no mapa e qual o caminho que percorreram para chegar até a praça onde estávamos. Aos poucos foram se familiarizando com o desenho do bairro.

Construíram, em cima da maquete, o que reconheciam como parte do bairro: casas, garagens para carros, caixa d’água, campos de futebol e piscinas. De uma forma muito lúdica e espontânea listaram coisas e atividades que gostariam de fazer: brincar, se divertir, jogar de basquete, “futebolzinho”, gostariam que a grama fosse branca e verde, doce, brigadeiro, aniversário (festa), parquinho, bola, gol, vôlei, piscina, “escada” (arquibancada) para ver jogos. Brincadeiras de rua antigas e simples.

Após esse primeiro encontro com as crianças do bairro, a equipe do Labmovel se reuniu para fazer a rotineira avaliação da atividade e uma pergunta que surgiu foi:

– Qual é a melhor maneira de explicar para crianças de 5 anos o quê é um céu, sem dizer que é um prédio?

– É um lugar – definimos em conjunto.

Na parte da tarde, conversamos com os skatistas que usam habitualmente as pistas de skate da Praça do Morcegão. Construindo a maquete fotográfica, eles mapearam as pistas de skate que são usadas hoje em dia no bairro. O skate é uma tradição forte: “o pessoal anda mais de skate do que joga futebol”, disse um deles. E isso é visível pelo número de pontos que elencaram no mapa. Ao contrário do futebol, o skate ainda não possui uma organização tão estruturada no bairro, com times e clubes.

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A manutenção do espaço da praça muitas vezes foi feita por iniciativa dos próprios skatistas. Eles construíram um “palquinho” de concreto para praticar manobras, plantaram algumas árvores frutíferas e, quando necessário, fazem pequenos reparos na pista. Como uma rede colaborativa, organizam mutirões de limpeza na praça, ajudando uns aos outros quando precisam de peças, shapes ou até tênis.

A Praça do Morcegão, e parte dela apelidada de “quadradão”, é usado como ponto de encontro, pista de skate, lugar de competições, balada, e recentemente também é usada para sarau.

 

LAB CEU José de Anchieta – Pesquisa

Artur Alvim é um distrito da cidade brasileira de São Paulo, situado na região Leste 1, com 6,6 km² de superfície. Nele está situado um conjunto habitacional formado por prédios e residências baixas, denominado Cohab I.
O nome do distrito é uma homenagem ao engenheiro Artur Alvim, descendente de importante família paulistana, que participou na construção do Ramal de São Paulo da Estrada de Ferro Central do Brasil, que corta o bairro, e contribuiu na construção da primeira escola municipal da região. Essa escola, já destruída, também recebeu o seu nome. A região, que até então era um amontoado de chácaras conhecido como Santa Teresa, desenvolveu-se a partir da vila surgida em torno da estação projetada por Alvim.
Durante décadas o bairro e a região ficaram no esquecimento, até que o metrô chegou em 1987 (é atendido pela do Metrô de São Paulo pela Estação Artur Alvim), e mudou radicalmente as feições da área. Hoje, Artur Alvim é um bairro residencial em franco desenvolvimento.
Durante décadas o bairro e a região ficaram no esquecimento, até que em 1987 chegou no bairro a a Linha 3 (vermelha) do Metrô de São Paulo, a Estação Artur Alvim. No passado, também foi atendido pela Linha 11 (coral) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos pela Estação Engenheiro Artur Alvim, cujas plataformas desativadas em 27 de Maio de 2000, com a inauguração do Expresso Leste, podem ser observadas até hoje.

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As únicas casas da vila em 22/9/1943. Foto tirada da plataforma da estação, que ainda não tinha prédio (Acervo Douglas Nascimento).
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Plataformas da antiga RFFSA em Artur Alvim, em 2009. Foto Rafael Asquini. http://www.estacoesferroviarias.com.br/a/artalvim.htm
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Plataforma desativada de Artur Alvim, em 2004. Foto Ricardo José da Corte.

Os Conjuntos Habitacionais da COHAB

“Cohab I cresce como opção de negócios.”
Bem antes da construção do estádio do Corinthians, Cohab José de Anchieta, a Cohab I, em Artur Alvim, se valorizava e movia internamente o mercado local.

Apesar de não ter sido o primeiro conjunto habitacional a ser inaugurado pela Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab), o conjunto Padre José de Anchieta, em Artur Alvim, é normalmente conhecido como Cohab I. Os primeiros moradores começaram a ocupar os prédios e casas do local em 1978.

Seus imóveis sempre foram muito procurados, a princípio por moradores do próprio conjunto, em busca de um local para seus familiares, mas, depois, por quem queira mesmo morar por lá. Afinal, tudo levava a uma valorização já naquela época. Acesso direto à principal via da zona leste, a Radial Leste, proximidade com o centro de Itaquera e, claro, preços interessantes.

No começo, as imobiliárias que se instalaram nas proximidades – e, com o tempo, dentro do conjunto – atendiam esse público que queria, por exemplo, um apartamento para seus filhos. As casas – um tipo de unidade que pouco se via em outros conjuntos -, não demoraram, começaram a ter “outra cara”. Seus proprietários, conforme melhoravam seus padrões de vida, também faziam melhorias em seus imóveis.

Um comércio local crescente nas principais vias, inauguração de estação de metrô nas proximidades (Artur Alvim), alargamento e extensão da Radial Leste, entre outros fatores, fizeram com o imóvel na Cohab I fosse valorizado. Muito antes do lançamento do shopping Metrô Itaquera e mesmo da inauguração do futuro estádio do Corinthians, na região, o imóvel local já sobrevivia e muito bem com a venda e a locação de apartamentos.

Hoje, a Cohab I tem outras características, diferentemente de outros conjuntos na cidade, ou mesmo na zona leste. É claro que ainda é um bairro-dormitório, pois não há indústrias por lá, quando muito na região. O comércio também não supre todas as vagas que os moradores necessitariam. Mas o futuro reserva ainda mais valorização.

A Copa do Mundo, em 2014, a futuro Pólo Industrial, entre outras coisas, desde já valorizam o imóvel no bairro/conjunto e, claro, refletem em toda a região. Para ter ideia, hoje, o metro quadrado no conjunto está entre R$ 2,7 mil e R$ 4,2, dependendo do tamanho e da localização dentro do conjunto. Isso, levando-se em conta que não há elevadores nos prédios e que eles, em sua maioria, não possuem áreas de lazer ou salão de festas, e cada unidade tem, em média, 58 m2. Ou seja, o valor está, sim, intimamente ligado à infraestrutura da região e as perspectivas que existem em razão do futuro eminente.”
http://www.zlimovel.com.br/noticias_cohab-i-cresce-como-opcao-de-negocios-zona-leste-sao-paulo_550-0-0-0-1_0.html

Entrevista sobre qualidade de vida no bairro
http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Entrevista-Sobre-a-Qualidade-De-Vida/815926.html

O recém inaugurado corredor de ônibus da Avenida Itaquera

O escritório que ganhou a licitação para deenvolver o projeto do CEU Jose Anchieta é o mesmo que escritório que ganhou pra fazer o projeto do corredor de ônibus da Avenida Itaquera. É o escritório chamado Urbaniza.

“Corredor Leste – Itaquera: 6,1 Km, R$ 225 milhões. OBRA INICIADA.

O Corredor terá faixa exclusiva à esquerda com pavimento rígido em toda a sua extensão, nos dois sentidos. Com o objetivo de aumentar a mobilidade dos coletivos os pontos de parada devem ser complementados com faixas adicionais para ultrapassagem, executadas em pavimento rígido. O projeto prevê ainda a implantação de dois viadutos no cruzamento da Av. Itaquera com Av. Aricanduva, o que possibilitará tanto ao Corredor Itaquera quanto ao Corredor Aricanduva, maior fluidez neste trecho que hoje é um grande ponto de congestionamento.

  • Recursos: PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e Prefeitura Municipal de São Paulo;
  • Prazo: 36 meses;
  • Término: Agosto/2016;
  • Status: Obra iniciada;
  • Integração: Terminal de ônibus Vila Carrão; Terminal / Estação Itaquera (Linha 3 Vermelha do Metrô / Linha 11 CPTM).”

http://prova2.suaempresa.net/Conteudo/174/sao-paulo-ganhara-mais-165-km-de-corredores

“Sob responsabilidade da SMT/SPTrans, o Programa de Mobilidade Urbana – Etapa 1, tem sua execução gerenciada pela SPObras, que vem conduzindo os trabalhos com ritmo promissor.
Nesta Etapa 1, o Programa prevê a construção de 94 km de novos corredores de ônibus, a requalificação de 30 km de corredores já existentes e a construção de quatro terminais urbanos.
(…)
3. Corredor Leste Radial 2, com 5 km de extensão, dá continuidade ao Leste 1 até a Estação do Metrô Artur Alvim
(…)”
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/infraestrutura/sp_obras/mobilidade_urbana/index.php?p=153651

“O corredor Leste Itaquera se estende por 14 quilômetros, entre o Terminal Carrão, Avenida Dezenove de Janeiro, Avenida Itaquera e Avenida Líder. Ele terá faixa exclusiva para ônibus à esquerda, com pavimento rígido em toda sua extensão.

Segundo a assessoria, as novas paradas terão altura de 28 cm para melhor atender os ônibus de piso baixo. A SPObras também compromete-se a implantar os novos modelos de abrigos de ônibus, mais modernos e seguros.

A empresa ressaltou, ainda, que o viário e as calçadas receberão rebaixamento de guias para a travessia de pedestres, dessa forma, toda obra estará de acordo com as novas normas de acessibilidade. O corredor contará, também, com moderna sinalização e nova rede semafórica sincronizada. O projeto prevê também a implantação de dois viadutos no cruzamento das avenidas Itaquera e Líder. A obra deve ser entregue em até três anos.”
http://gazetavirtual.com.br/corredor-de-onibus-av-itaquera-comeca-a-mudar/

 

fonte:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Artur_Alvim_(distrito)
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/bibliotecas_bairro/bibliotecas_a_l/jovinapessoa/index.php?p=5726