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Próxima parada LabCEU: Território CEU José de Anchieta

Depois da semana de atividades na região do futuro Território CEU Pinheirinho D’água em março (link – post introdução),  o Labmovel se prepara para mais uma ação. A proposta desse projeto é buscar entender as complexidades e diversidade do bairro, em um processo que chamamos de “escuta” da região, dando uma atenção especial aos aspectos subjetivos, nem sempre aparentes em estatísticas, censos e mapeamentos.

De 05 a 09 de abril conduziremos atividades com crianças, adolescentes, jovens e idosos no entorno do bairro Artur Alvim, região da Penha, na zona leste, onde será implantado o CEU José de Anchieta. Como vem acontecendo nessas ações, a equipe fez uma série de visitas técnicas preliminares no bairro conhecendo os moradores e gravando entrevistas, em encontros que tiveram a participação ativa de moradores do Cohab I, um conjunto habitacional marcante na região.
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O resultado dessa “escuta” permitirá um mapeamento cultural da área, que será utilizado pela SMDU – Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano no planejamento urbanístico do entorno do CEU, ligando o mesmo a outros equipamentos e pontos de atividades culturais da região. O relatório serve também como uma fonte de sugestões para a programação do futuro CEU, junto às Secretarias de Cultura e Educação.

Equipe Labmovel

Coordenação geral: Gisela Domschke e Lucas Bambozzi; Produção: Marina Pinheiro Coordenação da equipe de arte-educadores e mediadores: Maria da Penha Brant; Pesquisa: Carolina Sacconi; Educadores: Maria da Penha Brant, Leonardo Polo, Orlando Coelho, Carolina Sacconi, Nara Rosseto; Webmaster e tecnologia online: Eduardo Fernandes; Operações técnicas: Ihon Yadoya; Vídeo: Lucas Gervilla; Motorista, apoio técnico: Rodrigo Motora; Redação e redes sociais: Julia Bac; Rolês, caminhadas em foto: Sato Casadalapa; Coordenação junto à SMDU: Tereza Herling; Produtores locais: Dona Edina; Interlocutores locais: DRE – Penha, Dona Mércia (assistente social – diretora ASSINDIC Cohab 1), Dona Graça (Grupos das Ruas), Sr. Edu (CDM Alvorada) e Sr. Mário (Negritude Futebol Clube), Lucas e Valéria (ARENARTE), Coletivo Batalha do Morcegão, AMMO – Associação dos mutuários e moradores da Cohab 1, Dona Edina, Dona Graça e Vânia. Tereza Aparecida C. N. de Oliveira (Etec);Sr. Anaildo e Escola de Esportes da Cohab – Esfuco;

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Dia #5: LabCEU 2016 Território Pinheirinho D’Água

Com clima descontraído, o dia de encerramento do LabCEU Pinheirinho D’água foi o momento em que diferentes iniciativas culturais do entorno mostraram seu trabalho. A Associação de Capoeira Sport Brasil trouxe alguns alunos para mostrar uma roda de capoeira, e Cidinha ofereceu uma sessão de dança circular. Jovens moradores do bairro, que participaram das atividades durante a semana, como o AR2 e o DJ DE Santa, e também membros da banda Indaiz e Sonora fizeram o som.

Dia #4: LabCEU 2016 Território Pinheirinho D’Água

Começamos esse dia escutando as mulheres, mães e avós que moram no entorno do Parque Pinheirinho D’água. Segurando um novelo de lã, uma passava o novelo para a outra depois de contar um pouco da sua história. Assim, foi sendo construída uma trama de linhas/memórias intercaladas. Não foi preciso fazer muitas perguntas, as reclamações e preocupações com os filhos surgiram naturalmente na fala de cada uma: o problema com acúmulo de lixo, enchentes, ocupações irregulares, violência, a falta de cuidado com o espaço ao redor do parque. Expressaram a vontade de que as crianças pudessem brincar livremente no parque e nas ruas.

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Caminhamos por uma trilha do parque que termina no “Retão” – uma avenida que divide o parque em duas partes – durante a caminhada, tivemos a chance de ver um pouco dos problemas que elas tinham levantado anteriormente, como o lixo e as ocupações irregulares.

No período da tarde, em baixo de uma Arueira, conversamos com a equipe de jardineiros do parque. Foi muito interessante perceber que já existem iniciativas dos próprios funcionários: eles separaram uma área para plantar espécies que atraem borboletas, outra área foi destinada à árvores frutíferas para atrair os pássaros. Cultivam também ervas para temperos e chá. Se mostraram realizados com o trabalho que estão fazendo.

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Dia #3: LabCEU 2016 Território Pinheirinho D’Água

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O terceiro dia de atividades começou recebendo os alunos do 2º ano da EMEF Dr. José Kauffmann. Sentados em roda cada criança contou “secretamente” qual é a brincadeira que mais gosta para uma educadora. Dentro do Labmovel, elas falaram sobre seus sonhos e desejos de brincar na escola e no bairro, construindo uma cartografia de desejos.

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Os alunos do 8º e 9º ano da EMEF Padre Leonel Franca conheceram o Labmovel e os projetos já realizados pela equipe. Separados em grupos usaram seus celulares para gravar um vídeo com entrevistas entre si, levantando as coisas que gostam de fazer e o que poderia ser melhorado na região. Os resultados foram projetados no Labmovel. Ao redor da maquete fotográfica, que mostra a vista aérea da região, a turma reconheceu lugares que frequentam no dia a dia e apontaram uma grande diversidade de atividades que gostariam de fazer, como aulas de arte dramática, música, dança, canto, línguas, cinema, gastronomia, pesca e outros.

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Dia #2: LabCEU 2016 Território Pinheirinho D’Água

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As atividades do segundo dia do Labmovel começaram escutando o público espontâneo que estava no parque Pinheirinho D’água. Pessoas que usam o espaço normalmente para fazer caminhadas ou atividades que acontecem ali, como Tai Chi Chuan e dança circular. Numa roda de conversa, as pessoas falaram sobre coisas que sabem fazer e coisas que gostariam de aprender. Estabeleceram-se conexões colaborativas entre eles. Em torno da planta do futuro CEU, o grupo realizou um exercício cartográfico do território, reconhecendo lugares, caminhos e acessos (e falta de) ao parque Pinheirinho D’água, e sua relação com o futuro CEU.

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O segundo grupo que participou das atividades foram jovens de 16 a 30 anos que fazem parte de dois coletivos: A Rua Fala e Casarão Arte Livre. Na roda de apresentações o nível de articulação e consciência dos participantes foi surpreendente. Em torno da maquete fotográfica, o grupo fez um reconhecimento cartográfico do território, apontando pontos de hip-hop, reggae, funk, samba, punk e skate. Em seguida, foi apresentada a eles a planta do futuro CEU, que terá uma gestão conjunta da Educação e da Cultura. Fechamos a oficina com música e MC’s em uma sessão de improvisos entre vários estilos.

Dia #1: LabCEU 2016 Território Pinheirinho D’Água

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Começamos as ações do LabCeu 2016 parando em dois pontos no entorno do futuro CEU Pinheirinho D’água. Primeiro foi a escola Escola Municipal de Ensino Fundamental Prof. Antônio Rodrigues de Campos, onde participaram da oficina de escuta crianças do 7 ano (de 12 a 14 anos).
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À tarde, Labmovel estacionou no parque Pinheirinho D’água onde encontramos com os alunos do 6 ano da EMEF Padre Leonel Franca. Foi proposta uma dinâmica com espelhos. Cada um recebia um espelho e, através de direções sugeridas pelo educador, os participantes caminhavam olhando o entorno refletido no espelho, aguçando o olhar para o que estava em volta e interagindo com os colegas se comunicando através da imagem refletida. A partir desse aquecimento, os participantes traçaram no mapa os caminhos do seu dia a dia.

 

LABMOVEL inicia os trabalhos do Laboratório CEU – Território Pinheirinho D’Água

Nas últimas duas semanas a equipe do Labmovel esteve se preparando para as novas oficinas que acontecem de 15 a 19 de março no entorno do futuro CEU Pinheirinho d’Água. Em uma parceira com as Secretarias Municipais do Desenvolvimento Urbano, Educação e Cultura as ações dão continuidade ao Laboratório CEU, iniciado como um projeto piloto na Vila Maria em 2014, por ocasião da implantação do Território CEU Novo Mundo.

A proposta desse projeto é buscar entender o bairro em suas complexidades e diversidades, em um processo de “escuta” da região. Há uma atenção especial aos aspectos subjetivos, nem sempre aparentes em estatísticas, censos e mapeamentos. É uma área ocupada recentemente, que tem o Parque Pinheirinho d’Água como um centro aglutinador, que mobiliza moradores de todas as idades. O parque será também a base das ações do Labmovel, que nesse projeto tem foco nitidamente ligado a processos educativos e de mediação com a comunidade. Ao longo da semana toda serão conduzidas atividades, com crianças, adolescentes, jovens e idosos. As ações serão mediadas por cinco educadores que buscarão entender as necessidades e expectativas das pessoas que moram no bairro de Pirituba com relação à construção desse novo CEU.

Os Centros Educacionais Unificados – CEUs são implantados pela prefeitura de São Paulo em regiões periféricas da cidade com o objetivo atender as necessidades de educação, cultura e esporte da região, bem como ampliar as ofertas de lazer e entretenimento aos finais de semana. O conceito dos Territórios CEU são dos arquitetos Alexandre Delijaicov, André Takiya e Wanderley Ariza que formularam as bases do projeto para a Prefeitura de São Paulo. A idealização é inspirada no projeto pedagógico de Anísio Teixeira.

O foco dessa edição do Labmovel é a iminente implantação do Território CEU Pinheirinho d’Água junto ao parque de mesmo nome, próximo aos bairros de Pirituba, Jardim Rincão, Freguesia, Brasilândia e Jaraguá, na região norte de São Paulo. O parque é considerado uma conquista dos próprios moradores e simboliza um esforço coletivo de ações culturais, ecológicas e sociais na região. O processo resultará em um mapeamento cultural da região, que será utilizado pela SMDU no planejamento urbanístico do entorno do CEU, ligando o mesmo a outros equipamentos e pontos de atividades culturais da região. O relatório do das oficinas de escuta serve também como uma fonte de sugestões para a programação do futuro CEU.
A equipe do Labmovel fez uma série visitas técnicas e entrevistas com moradores do entorno da área do parque Pinheirinho D’Água nos últimos dias. Algumas entrevistas buscaram resgatar, por exemplo, o que as pessoas lembram da história do local, como se relacionam no dia a dia com o entorno, e qual o uso dos equipamentos públicos no bairro. Essas informações ajudam a equipe entender melhor o público que fará as atividades da próxima semana e qual a melhor maneira de conduzir as oficinas. A condução das ações envolve uma constante atenção às dinâmicas locais, através de uma metodologia mediadora que vem sido desenvolvida em projetos pilotos do Labmovel.

Equipe Labmovel
Coordenação geral: Gisela Domschke e Lucas Bambozzi
Produção: Marina Pinheiro
Coordenação da equipe de arte-educadores e mediadores: Maria da Penha Brant
Pesquisa: Carolina Sacconi
Educadores: Maria da Penha Brant, Leonardo Polo, Orlando Coelho, Carolina Sacconi, Nara Rosseto
Webmaster e tecnologia online: Eduardo Fernandes
Operações técnicas: Ihon Yadoya
Vídeo: Lucas Gervilla
Motorista, apoio técnico: Rodrigo Motora
Redação e redes sociais: Julia Bac
Rolês, caminhadas em foto: Sato Casadalapa
Coordenação junto à SMDU: Tereza Herling
Produtores locais: Marcos e Verônica
Interlocutores locais: Sônia, Cida, Miguel (subprefeitura de Pirituba), Mazinho, Eduardo, Gav (rapper), Alexsandro (banda Indaíz e coletivo Casarão Arte Livre) e Acácio (rádio Jaraguá FM).

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