Catálogo Labmovel em distribuição

Ficou pronta a publicação que descreve e comenta a trajetória do Labmovel, de 2012 até hoje – produzida pelo Edital Espaços Independentes para Artes Visuais (Proac).
Estamos bem satisfeitos com os resultados e em breve vamos disponibilizá-lo por aqui também em PDF.
Um salve geral para a equipe de produção:

Co-edição: Gisela Domschke | Lucas Bambozzi | Margot Pavan

 Design e comunicação visual: Papaya Madness

Produção de imagem: Lucas Gervilla

Produção executiva: Larissa Alves

Produção gráfica: Lilia Góes

Tradução: Gama Traduções

Gráfica: Corprint

Realização: Diphusa Mídia Digital e Arte Ltda

Labmovel no site Educacao e Cultura Digital

Gisela Domschke, uma das idealizadoras do Labmovel, fala sobre a proposta do projeto e as oficinas realizadas em 2012.

Categoria: NotíciasSlideshow

Educação e Cultura Digital

“Nosso objetivo  com as oficinas não é apenas o de ensinar ao participante uma técnica específica, mas principalmente a de estabelecer um novo espaço de trocas de conhecimento  e experiência”, afirma Gisela.

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É uma kombi? Uma casa sob rodas? Tem telão, cadeiras de praia, computador, fogão. E um monte de “geringonças”, restos de materiais, caixa de papelão, fios, e até um gerador. Com tudo isso e mais um pouco, o Labmovel é um laboratório itinerante de mídias móveis, que leva a todos os cantos da cidade exposições e oficinas, possibilitando atingir um público diferente daquele que frequenta museus e galerias.

Clique aqui para ler a entrevista de Gisela Domschke, co-idealizadora do Labmovel, em que ela comenta as ações realizadas em 2012 e comenta um pouco sobre o que vem por aí.

Gisela Domschke fala do Labmovel

Gisela Domschke, idealizadora do Labmovel ao lado de Lucas Bambozzi, fala sobre as ações que rolaram este ano e o que vai acontecer no ano que vem.

Quais foram suas impressões do Labmovel? 

Ao explorar novas formas de mediação entre o artista e o público em áreas da periferia, onde o acesso a arte e tecnologia é ainda escasso, nosso objetivo é o de criar novas conecções e trocas de experência – tanto para o artista quanto para o público. O aspecto da mobilidade oferece uma alternativa aos espaços institucionais e seus laços por demais fixos e estáveis.

De todas as ações teve alguma mais especial? E por que?

A oficina do Panetone em Capão Redondo funcionou muito bem devido ao apoio que tivemos da Casa do Zezinho. A colaboração com uma organização local facilita a divulgação e a organização da oficina.

A conversa sobre ocupação de espaços públicos foi tema constante este ano. O que ainda falta para que a cidade seja um ambiente ideal para as  pessoas?

Uma política que seja focada no espaço público – em termos de transporte, urbanização e programas de atividades sócio culturais.  Infelizmente nossa política ainda privilegia a especulação imobiliária em seus projetos urbanísticos.

Quais outros artistas vocês querem incluir nos próximos rolês do Labmovel?

Para 2013 pretendemos realizar uma série de oficinas com artistas mulheres.  As oficinas terão como foco o jovem e apresentarão como temas a questão da “identidade” e do “lúdico”. Para isso, vamos colaborar com organizações locais de cada região. Estamos, no momento, agenciando parcerias para que o programa se torne realidade.

E tem alguma outra coisa que você queira falar?

Nosso objetivo  com as oficinas não é apenas o de ensinar ao participante uma técnica específica, mas principalmente a de estabelecer um novo espaço de trocas de conhecimento  e experiência.

Panetone fala sobre a oficina #4

Como começou a sua história com o Labmovel?

Panetone: Era uma vez… Fiz uma oficina no artemov edição Belém. Como sou de Porto Alegre, me mandaram para o lugar mais longe possível. Em Belém, partimos da sucata eletrônica variada na tentativa de combinar elementos e criar novas formas gerar áudio e vídeo.

Quais foram as diferenças das duas cidades?

Panetone: Acho que em Belém estávamos em um ambiente mais controlado. No Capão Redondo, era ritmo de aventura todo instante.

Em Belém havia tanta criança?

Panetone: Em Belém tinha crianças também. E alguns eram artistas bonequeiros.

Como foi a apresentação final do Capão Redondo?

Panetone: Foi uma grande celebração, uma quebra de mito. Bastante gente não estava entendo nada mas quem se aproximou conseguiu ler o código e começar a entender um pouco das possibilidades do fazer, que tudo não passa de linguagem. E que peças eletrônicas e uma laranja vem da mesma terra.