OFICINAS JOGO E IDENTIDADE

4 Oficinas / 5 mulheres na periferia de São Paulo

Essa série privilegiou a atuação de artistas mulheres na condução dos encontros com a comunidade. Foram realizadas quatro oficinas oferecidas por cinco artistas para adolescentes de ambos os gêneros. Cada oficina teve a intenção de compartilhar experiências e conhecimento prático de maneira lúdica e, ao mesmo tempo, criar conexões sociais dentro das diversas comunidades visitadas pelo Labmovel.

Nessas ações, o desafio de explorar diferentes mídias foi baseado no processo de despertar a curiosidade como forma de empoderamento – um novo olhar da imagem através do uso de objetos do cotidiano como espelhos, jarras, porta-retratos: a revelação do mistério ótico pela construção de um projetor com caixas de papelão, lentes de aumento e celulares a descoberta do uso das tags na rede através da busca de palavras resultando em uma diversidade de imagens e interpretações: e a escuta criativa em um parque público, onde os participantes redescobriram seu entorno através da audição atenta.

Oficina #4: Caminhada Sonora no Parque do Tietê

Acordar ouvidos dormentes: oficina com Vanessa de Michelis expande a percepção dos participantes para reconhecer sons ao redor.

936443_211346949016385_443959302_n

A atividade escolhida para fechar este ciclo de oficinas do Labmovel, é com Vanessa De Michelis, uma artista fascinada por som e os conceitos de paisagem sonora.

Em um dia de frio e chuva do inverno paulistano, o Labmovel seguiu viagem para o próximo e último destino do mês de Junho: o Parque Ecológico do Tietê, na zona Leste da cidade, uma área bem distante das regiões preferidas por instituições de arte.

Estar em um parque na periferia, longe do grande e movimentado centro de São Paulo, não diminuiu o ruído que escutávamos. Mesmo assim, quando Vanessa pediu que escrevêssemos uma lista com os sons e as imagens que lembrávamos, a lista de imagens era bem maior que a dos sons. E os poucos sons que lembrávamos, estavam ligados ao que tínhamos visto, como sons dos passarinhos, por exemplo.

1044417_211343519016728_967176964_n

Isto porque, explica a artista, a escuta das pessoas, em geral, fica em um estado de dormência, e esse estado só muda quando escutamos sons que estamos condicionados a entrar em estado de alerta, como ao ouvir o som de uma buzina, ou uma sirene. Mas, os ruídos comuns ao dia a dia na cidade, passam praticamente desapercebidos.

Depois desta primeira introdução, com nossos ouvidos quase que em alerta o tempo todo, Vanessa nos explicou que diferentes áreas do conhecimento se dedicam ao estudo dos sons e paisagens sonoras: a física, a antropologia, a sociologia. Um exemplo mencionado por Vanessa é o de sons que estão em extinção, principalmente em áreas mais afastadas das cidades.

1011177_211345935683153_983437986_n

1002784_211344059016674_529452548_n

Em um segundo momento durante a oficina, fizemos um passeio carregando gravadores de som com fones de ouvido para gravarmos e escutarmos os sons ao mesmo tempo. A ficha de uma das participantes, que na primeira parte da oficina ficou vazia, desta vez havia uma longa lista descrevendo as coisas que ela ouviu e lembrou. O que pudemos perceber com o processo de fazer uma lista, que é justamente a primeira conclusão sugerida por Vanessa, é que a partir do momento em que ativamos a nossa percepção sonora, nós também vemos mais coisas, portanto a lista ficou mais longa em ambos aspectos: visuais e sonoros. E com os gravadores, sons que geralmente não percebemos, como nossas pegadas, nossos movimentos, gestos e respiração ficaram mais evidentes em relação a primeira vez que escrevemos a lista. Outra observação foi que com o microfone você escuta coisas que não consegue ver, e por isso começa a procurar de onde veio o som, como pessoas conversando a distância.

1010500_211346709016409_2013601638_n 1010929_211346652349748_947067417_n

Na última parte da oficina, a artista nos mostrou que o fato de se escutar, nos faz interpretar a realidade de uma determinada forma, e isso pode acontecer de diferentes maneiras: escutando uma música, ou sem escutar absolutamente som nenhum, ou tentando escutar quase tudo. Por isso, a sugestão foi a de que fizéssemos uma caminhada ouvindo um som que ela preparou anteriormente. Escutando essa espécie de “áudio guia”, os participantes tiveram, individualmente, uma nova percepção do parque naquele dia chuvoso.

Assim, com os ouvidos agora menos dormentes, preparamos o Labmovel para voltar para a grande cidade e ser bombardeado de novos estímulos sonoros.

Oficina #3: Identidados no CEU Formosa

Oficina Identidados de Denise Agassi mostra a vastidão da internet utilizando uma plataforma de busca em banco de imagens.

Labmovel 2013 27

A Terceira oficina da série do mês de Junho levou o Labmovel para o CEU Formosa. Este CEU possui muitas atividades culturais de dança, teatro, música e inclusive um sarau, que segundo Ernestino, coordenador do núcleo de cultura, “é muito bem freqüentado pela vizinhança”. Mas, a oficina com a artista Denise Agassi, chamada Identidados, traz uma outra percepção sobre o uso da internet para esta esfera cultural.

O trabalho de Denise faz uma compilação das imagens que já estão online. Ela criou um banco de dados chamado mediamagia,  em que o participante digita algumas palavras, e o banco de dados organiza um slide show com imagens, resultado da busca em bancos de imagem online como flicker, por exemplo.

Quando a artista Denise Agassi perguntou para a platéia de adolescentes, ao redor de 13 anos, quem tinha Facebook, um mar de mãos se ergueram e nomes de outras redes como youtube e orkut foram gritadas também. Todos tinham acesso a internet, mas uma questão importante de ser colocada é: será que todos sabem como localizar a informação que procuram na internet?

Este grupo não sabia o que era um “tag”, mas estavam acostumados a “marcar” amigos em fotos no facebook. Portanto, esta vivência, ainda em fase de experimentação para a artista (esta foi a primeira vez que o site foi usado pelo público), foi um tanto investigativa.

Labmovel 2013 40

Primeiro os participantes receberam uma ficha para preencherem o nome e o título que queriam dar para o trabalho e uma lista com sugestões de temas. Eles se mostraram um pouco confusos quanto a diferença entre o título e o tema, mas depois de esclarecidos todos começaram a escrever uma lista de palavras que variavam entre: animais, sonhos, sentimentos, futebol e música.

Labmovel 2013 31

O fato da busca não trazer o que geralmente se espera, já se mostrou como um dado interessante para todos, mostrando esta vastidão da internet. Uma única palavra pode ter muitas interpretações, fato já esperado pela artista que mostrou que esta plataforma pode mostrar resultados de diferentes maneiras, mostrando a repetição de imagens sobre um mesmo tema, mas uma certa variedade de imagens também.

Denise explicou que o significado de uma palavra na internet é diferente do significado de uma palavra em um dicionário. Segundo ela, no dicionário encontramos uma definição e na internet encontramos possibilidades.

Labmovel 2013 43

Labmovel 2013 44

Neste dia os vidros externos do Labmovel se transformaram em telas e a imagem escolhida por um participante dentro do carro foi projetada no exterior. Depois de horas de vivência com um público muito interessado em ser “marcado” no facebook, o Labmovel, mais uma vez guardou seus aparatos se preparando para a próxima parada.

Imagens por Lucas Gervilla.

Oficina #4: Andante: Caminhada Sonora e Escuta Criativa

1044417_211343519016728_967176964_n

Neste Domingo, 30 de Junho, o Labmovel estacionará no Parque Ecológico do Tietê e convida você para a oficina andante: caminhada sonora e escuta criativa com a artista Vanessa De Michelis.

O laboratório de mídias móveis desenvolve residências de arte, workshops e eventos culturais. Sob a coordenação de Lucas Bambozzi e Gisela Domschke, esse projeto apresenta um caráter nômade, visa ajudar a criar ambientes temporários, que despertem a curiosidade e maior acesso a situações fora do eixo institucional.

Caminhada sonora é um ato criativo e de investigação que envolve escutar, analisar e/ou gravar o espaço sonoro enquanto se caminha por ele. Os objetivos principais da caminhada sonora são entender o relacionamento entre os caminhantes e o ambiente sônico circundante, e também a relação dos caminhantes com o ambiente circundante quando não estão imersos em sua paisagem sonora “natural”, ou seja, quando uma outra dimensão sonora é acrescida ao ambiente de deslocamento. O ato de ouvir é uma experiência ativa, constitutiva e modificadora da realidade.

Sobre Vanessa De Michelis:

Compositora e artista sonora brasileira, nascida em 1983, residindo atualmente em São Paulo. Investiga paisagens, espaços e tempos sonoros através da criação, apropriação e manipulação de microfones, objetos, instrumentos analógico-digitais e gravações de campo. Nos últimos 8 anos realizou projetos das mais diversas escalas e estilos desde residências artísticas a ações e curadorias em plataformas online, espaços coletivos e redes colaborativas. Atualmente é coordenadora do laboratório de pesquisa em Arte Sonora e Música Experimental no medialab Marginalia + Lab em Belo Horizonte e estuda composição em São Paulo.

Oficina #3: Identidados por Denise Agassi

Identidados: Investigação poética sobre o que somos na rede ou sobre o que a rede nos diz que somos

por Denise Agassi

Labmovel 2013 44

Identidados consite na experimentação prática e poética da plataforma de criação de net arte* relacionando com palavras-chave sobre identidade. Neste sistema online, o participante será orientado a elaborar um conjunto de tags que buscam arquivos  (imagem, áudio e/ou texto) nos bancos de dados online (Google image, Youtube, Freesound e Blogspot). Estes arquivos revelam camadas de informações que relacionam-se com a nossa existência na rede.

A plataforma permite a recombinação dos fragmentos de informações, através de uma programação que automatiza a montagem de novas sequencias em tempo real, gerando um vídeo de banco de dados. Os trabalhos desenvolvidos ficaram disponíveis no site da artista, podendo ser acessados posteriormente, exibindo resultados diferentes, pois são atualizados constantemente, conforme o fluxo da rede e a velocidade da conexão.

O objetivo é proporcionar um diálogo entre o usuário e a rede, apresentado as possibilidades e potencialidades daquilo que imaginamos ou esperamos ser. Antigamente, a interação online estava por trás de um avatar ou nickname. Mas atualmente, em épocas de redes sociais, blogs e banco de dados, a rede nos estimula a revelar nosso lado mais intimo e pessoal.  Porém, ao mesmo tempo, nos revela identidades múltiplas e subjetividades em fluxo.

* Está plataforma está sendo desenvolvida com o incentivo do Proac de Artes Visuais, e atualmente, encontra-se em fase de testes. Direção e concepção: Denise Agassi. Programação: Mateus Knelsen.

InstalAção

O participante será orientado a preencher um questionário online que estimula a reflexão e busca sobre a própria identidade na rede. O resultado será projetado em uma superfície reflexiva que permite, tanto a exibição das imagens, como também, o reflexo do participante, criando uma fusão entre as duas imagens. O projeto detalhado será definido após vista técnica.

Será necessário a impressão do formulário para proporcionar um tempo adequado para o processo de escolhas do participante e evitar filas no local.

O trabalho ficará disponível no site http://www.midiamagia.net

Resumo do projeto

O workshop Identidados, orientado por Denise Agassi, consiste na experimentação prática e poética da internet, utilizando arquivos online localizados a partir de palavras-chave relacionadas à identidade. Neste workshop, o participante será orientado a preencher um formulário sobre a sua própria identidade na rede. A partir deste formulário, um sistema busca arquivos (imagem, áudio e/ou texto) nos bancos de dados online (Google image, Youtube, Freesound e Blogspot) gerando um vídeo em tempo real. As diferentes camadas de informações deste vídeo revelam questões relacionadas à nossa existência na rede, bem como, conteúdos que não são esperados e que nos supreendem. O resultado será projetado em uma superfície espelhada que permite, tanto a exibição dos arquivos, como também, o reflexo do participante, criando uma fusão entre as duas imagens.

Esta plataforma de net arte está sendo desenvolvida com o apoio do Governo de São Paulo, Secretaria da Cultura e Programa de Ação Cultural 2013

logo-proac

Oficina #2: criação de projetores no CEU Jaçanã

Entender para poder criar. Oficina de Paloma Oliveira mostra possibilidades de criação de projetores DIY.

988668_207224492761964_531419724_n

As três letras D, I, Y, tem origem da expressão em inglês “do it yourself”, ou em português “faça você mesmo”. Resumidamente, a mentalidade “faça você mesmo”, parte da idéia de que a qualquer um pode produzir ou construir algo com as próprias mãos, sem depender de prestadores de serviço especializados. A artista Paloma Oliveira, propõe a construção de um projetor portátil, partindo do princípio que fica mais fácil construir esse aparelho, se você entender como este funciona.

1017070_207224719428608_1470273266_n

Assim, a segunda oficina do Labmovel ocorreu na zona norte da cidade, e começou com a explicação de Paloma contando um pouco sobre a história da imagem projetada. Desde os tempos dos homens primitivos, a percepção da imagem projetada nas paredes das cavernas, já suscitava o interesse e curiosidade das pessoas. A caverna, nesse contexto, funcionava como o que hoje reproduzimos e entendemos como câmara obscura. Ao longo da História, a apropriação desse tipo de imagem, foi se desenvolvendo de diferentes maneiras, como pela fotografia e depois o cinema.

Paloma bolou um pequeno guia impresso para que os participantes pudessem ter mais informações na montagem do projetor, e esse guia fica disponível no site da artista.

Os participantes, moradores do bairro de Jaçanã, eram adolescentes e faziam parte da mesma turma da escola, o que foi fácil de se perceber, pelas piadas e brincadeiras que uns faziam com os outros. Nesse clima descontraído, em meio a festa Junina do CEU, a oficina foi se desdobrando. Primeiro, os participantes construíram juntos um projetor e depois partiram para seus projetos individuais, cada um construindo o seu projetor. Com materiais bem simples: uma caixa, uma lente de aumento barata e o celular de cada participante, o projetor foi tomando forma.

196462_207224972761916_770853144_n

Depois de pronto, os participantes usaram imagens dos seus celulares para projetarem em uma superfície. O interior do Labmovel foi usado para melhorar a qualidade da visualização, já que aprendemos também que quanto mais escuro o ambiente, mais fácil de se ver a imagem projetada. Os participantes entraram no Labmovel individualmente para ver o seu projetor fazendo sua função.

Oficina #2: Entrevista com Paloma Oliveira

A artista Paloma Oliveira mediará amanhã uma oficina de construção de projetores portáteis DIY no CEU Jaçanã. Por isso, a equipe do Labmovel lançou uma série de perguntas e respostas:

Equipe Labmovel: como foi sua aproximação ao vídeo? conte um pouco sobre o começo do seu trabalho artístico.

Paloma: Começou com um amigo. Quando eu tinha 16 anos ele estava na faculdade de comunicação e queríamos dominar o mundo fazendo curta-metragens experimentais, meio Glauber Rochiniano “câmera na mão e idéia na cabeça”.

Mas entre adolescência e descoberta de mundo, efetivamente só comecei a pensar em um trabalho artístico na pós-graduação, quando descobri outro grupo de amigos e de professores que se tornaram amigos, que me expandiram possibilidades de criação e leitura de mundo. E foi lá que conheci o Lucas (Bambozzi), com quem tive o enorme prazer de trabalhar nos últimos 6 anos e que me mostrou outros universos, meu mentor. E nesse caminho o caminho se fez, fui descobrindo meus interesses, técnicas, pessoas…

EL: quando você trabalha com vídeo e vídeo instalações, qual é a importância do tipo de equipamento que você usa para o resultado do seu trabalho?

P: As ferramentas devem se adequar a sua idéia, ao que se quer mostrar. Isso em um universo perfeito, o que não existe. O que existe é uma equação entre conceitos e possibilidades, tanto financeiras, quanto de espaços expositivos e tempo.  Gosto muito da galera de teatro, que me ensinou como resolver questões que poderiam ser complexas com uma fita crepe! Ou com um barbante, algo simples. Ferramenta não deve ser limitadora de trabalho, mas tem trabalhos que sem um mínimo não pode existir. Entende?

EL: como você começou a construir vídeo projetores?

P: Elaborei essa proposta especialmente para o Labmovel, pensando em tecnologias móveis a serem construídas. Vem de uma cultura DIY (do it yourself = faça você mesmo), da vontade de montar e desmontar coisas, de entender como as coisas funcionam. Mas o interesse específico por vídeo projetores veio de trabalhar com eles e de ensinar sobre vídeo, ficava aquela pulguinha atrás da orelha: mas como? E assim começou a pesquisa, que ainda é bem recente e cada vez que começo outros universos se abrem.

EL: o que mais é possível reinventar com materiais que achamos que é lixo?

P: Hum… depende. Em meio a cultura da obsolescência talvez muito e talvez quase nada. Penso que deveríamos ter mais o costume de consertar antes de descartar, que vem de um pensamento do consumo do que se necessita, de buscar melhores materiais. Hoje conseguimos reaproveitar um tanto de equipamentos antigos, como os retro projetores, porque eram feitos de metal, com lentes e espelhos incríveis. Mas não tenho tanta certeza sobre os novos materiais que saem das fábricas.

De um lado existe a renovação: reaproveita-se peças, containers, reconstrói de outra forma. De outro existe a possibilidade do sucateamento. Mas existe um limite para esse reaproveitamento e sucateamento, é necessário que a própria indústria seja capaz de pensar em um produto e seu ciclo de vida, não só na biodegradação, mas em como esse material poderá ser algo outro depois de sua utilidade primeira ter sido esgotada.

EL: esta nova série de oficinas são feitas por mulheres. Você acha que na arte e tecnologia há poucas mulheres?

P: Não gosto muito das discussões sobre gêneros, acho que são separatistas e não muito construtivas. Mas acho sim que, comparativamente, há muito menos mulheres que homens em funções técnicas no geral. E arte e tecnologia demanda pensamento e ações mais técnicas. Mas já é percebível uma mudança desse esquema. Hoje encontram-se muitas mulheres em hacklabes e cursos, acadêmicos ou não, técnicos. E isso traz muitos benefícios para as áreas, além de um equilíbrio! Um dos benefícios que vejo é ter uma visão mais sensível e abrangente. Muitas mulheres chegam ao desenvolvimento digital a partir, por exemplo, de tecnologias vestíveis, que tem a ver com bordar, costurar, delicadezas… pensar no conforto e na usabilidade. E é justamente esse tipo de interface que tem mudado o mundo, com interfaces que nos mediam com o mundo digital cada vez mais intuitivas.

EL: Você acompanha o Labmovel desde o início. o que mais gosta no projeto?

P: Além do charme absoluto da kombosa rsrs gosto um tanto da idéia de pensar novas formas de educação e comunicação. Gosto muito da idéia de juntar pessoas da comunidade em praça pública, em retomar esse olho no olho com nossos vizinhos e da vontade de dividir uma técnica com um ar informal, de brincadeira.