Oficina #4: Andante: Caminhada Sonora e Escuta Criativa

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Neste Domingo, 30 de Junho, o Labmovel estacionará no Parque Ecológico do Tietê e convida você para a oficina andante: caminhada sonora e escuta criativa com a artista Vanessa De Michelis.

O laboratório de mídias móveis desenvolve residências de arte, workshops e eventos culturais. Sob a coordenação de Lucas Bambozzi e Gisela Domschke, esse projeto apresenta um caráter nômade, visa ajudar a criar ambientes temporários, que despertem a curiosidade e maior acesso a situações fora do eixo institucional.

Caminhada sonora é um ato criativo e de investigação que envolve escutar, analisar e/ou gravar o espaço sonoro enquanto se caminha por ele. Os objetivos principais da caminhada sonora são entender o relacionamento entre os caminhantes e o ambiente sônico circundante, e também a relação dos caminhantes com o ambiente circundante quando não estão imersos em sua paisagem sonora “natural”, ou seja, quando uma outra dimensão sonora é acrescida ao ambiente de deslocamento. O ato de ouvir é uma experiência ativa, constitutiva e modificadora da realidade.

Sobre Vanessa De Michelis:

Compositora e artista sonora brasileira, nascida em 1983, residindo atualmente em São Paulo. Investiga paisagens, espaços e tempos sonoros através da criação, apropriação e manipulação de microfones, objetos, instrumentos analógico-digitais e gravações de campo. Nos últimos 8 anos realizou projetos das mais diversas escalas e estilos desde residências artísticas a ações e curadorias em plataformas online, espaços coletivos e redes colaborativas. Atualmente é coordenadora do laboratório de pesquisa em Arte Sonora e Música Experimental no medialab Marginalia + Lab em Belo Horizonte e estuda composição em São Paulo.

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Oficina #3: Identidados por Denise Agassi

Identidados: Investigação poética sobre o que somos na rede ou sobre o que a rede nos diz que somos

por Denise Agassi

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Identidados consite na experimentação prática e poética da plataforma de criação de net arte* relacionando com palavras-chave sobre identidade. Neste sistema online, o participante será orientado a elaborar um conjunto de tags que buscam arquivos  (imagem, áudio e/ou texto) nos bancos de dados online (Google image, Youtube, Freesound e Blogspot). Estes arquivos revelam camadas de informações que relacionam-se com a nossa existência na rede.

A plataforma permite a recombinação dos fragmentos de informações, através de uma programação que automatiza a montagem de novas sequencias em tempo real, gerando um vídeo de banco de dados. Os trabalhos desenvolvidos ficaram disponíveis no site da artista, podendo ser acessados posteriormente, exibindo resultados diferentes, pois são atualizados constantemente, conforme o fluxo da rede e a velocidade da conexão.

O objetivo é proporcionar um diálogo entre o usuário e a rede, apresentado as possibilidades e potencialidades daquilo que imaginamos ou esperamos ser. Antigamente, a interação online estava por trás de um avatar ou nickname. Mas atualmente, em épocas de redes sociais, blogs e banco de dados, a rede nos estimula a revelar nosso lado mais intimo e pessoal.  Porém, ao mesmo tempo, nos revela identidades múltiplas e subjetividades em fluxo.

* Está plataforma está sendo desenvolvida com o incentivo do Proac de Artes Visuais, e atualmente, encontra-se em fase de testes. Direção e concepção: Denise Agassi. Programação: Mateus Knelsen.

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O participante será orientado a preencher um questionário online que estimula a reflexão e busca sobre a própria identidade na rede. O resultado será projetado em uma superfície reflexiva que permite, tanto a exibição das imagens, como também, o reflexo do participante, criando uma fusão entre as duas imagens. O projeto detalhado será definido após vista técnica.

Será necessário a impressão do formulário para proporcionar um tempo adequado para o processo de escolhas do participante e evitar filas no local.

O trabalho ficará disponível no site http://www.midiamagia.net

Resumo do projeto

O workshop Identidados, orientado por Denise Agassi, consiste na experimentação prática e poética da internet, utilizando arquivos online localizados a partir de palavras-chave relacionadas à identidade. Neste workshop, o participante será orientado a preencher um formulário sobre a sua própria identidade na rede. A partir deste formulário, um sistema busca arquivos (imagem, áudio e/ou texto) nos bancos de dados online (Google image, Youtube, Freesound e Blogspot) gerando um vídeo em tempo real. As diferentes camadas de informações deste vídeo revelam questões relacionadas à nossa existência na rede, bem como, conteúdos que não são esperados e que nos supreendem. O resultado será projetado em uma superfície espelhada que permite, tanto a exibição dos arquivos, como também, o reflexo do participante, criando uma fusão entre as duas imagens.

Esta plataforma de net arte está sendo desenvolvida com o apoio do Governo de São Paulo, Secretaria da Cultura e Programa de Ação Cultural 2013

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Oficina #2: criação de projetores no CEU Jaçanã

Entender para poder criar. Oficina de Paloma Oliveira mostra possibilidades de criação de projetores DIY.

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As três letras D, I, Y, tem origem da expressão em inglês “do it yourself”, ou em português “faça você mesmo”. Resumidamente, a mentalidade “faça você mesmo”, parte da idéia de que a qualquer um pode produzir ou construir algo com as próprias mãos, sem depender de prestadores de serviço especializados. A artista Paloma Oliveira, propõe a construção de um projetor portátil, partindo do princípio que fica mais fácil construir esse aparelho, se você entender como este funciona.

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Assim, a segunda oficina do Labmovel ocorreu na zona norte da cidade, e começou com a explicação de Paloma contando um pouco sobre a história da imagem projetada. Desde os tempos dos homens primitivos, a percepção da imagem projetada nas paredes das cavernas, já suscitava o interesse e curiosidade das pessoas. A caverna, nesse contexto, funcionava como o que hoje reproduzimos e entendemos como câmara obscura. Ao longo da História, a apropriação desse tipo de imagem, foi se desenvolvendo de diferentes maneiras, como pela fotografia e depois o cinema.

Paloma bolou um pequeno guia impresso para que os participantes pudessem ter mais informações na montagem do projetor, e esse guia fica disponível no site da artista.

Os participantes, moradores do bairro de Jaçanã, eram adolescentes e faziam parte da mesma turma da escola, o que foi fácil de se perceber, pelas piadas e brincadeiras que uns faziam com os outros. Nesse clima descontraído, em meio a festa Junina do CEU, a oficina foi se desdobrando. Primeiro, os participantes construíram juntos um projetor e depois partiram para seus projetos individuais, cada um construindo o seu projetor. Com materiais bem simples: uma caixa, uma lente de aumento barata e o celular de cada participante, o projetor foi tomando forma.

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Depois de pronto, os participantes usaram imagens dos seus celulares para projetarem em uma superfície. O interior do Labmovel foi usado para melhorar a qualidade da visualização, já que aprendemos também que quanto mais escuro o ambiente, mais fácil de se ver a imagem projetada. Os participantes entraram no Labmovel individualmente para ver o seu projetor fazendo sua função.

Oficina #2: Entrevista com Paloma Oliveira

A artista Paloma Oliveira mediará amanhã uma oficina de construção de projetores portáteis DIY no CEU Jaçanã. Por isso, a equipe do Labmovel lançou uma série de perguntas e respostas:

Equipe Labmovel: como foi sua aproximação ao vídeo? conte um pouco sobre o começo do seu trabalho artístico.

Paloma: Começou com um amigo. Quando eu tinha 16 anos ele estava na faculdade de comunicação e queríamos dominar o mundo fazendo curta-metragens experimentais, meio Glauber Rochiniano “câmera na mão e idéia na cabeça”.

Mas entre adolescência e descoberta de mundo, efetivamente só comecei a pensar em um trabalho artístico na pós-graduação, quando descobri outro grupo de amigos e de professores que se tornaram amigos, que me expandiram possibilidades de criação e leitura de mundo. E foi lá que conheci o Lucas (Bambozzi), com quem tive o enorme prazer de trabalhar nos últimos 6 anos e que me mostrou outros universos, meu mentor. E nesse caminho o caminho se fez, fui descobrindo meus interesses, técnicas, pessoas…

EL: quando você trabalha com vídeo e vídeo instalações, qual é a importância do tipo de equipamento que você usa para o resultado do seu trabalho?

P: As ferramentas devem se adequar a sua idéia, ao que se quer mostrar. Isso em um universo perfeito, o que não existe. O que existe é uma equação entre conceitos e possibilidades, tanto financeiras, quanto de espaços expositivos e tempo.  Gosto muito da galera de teatro, que me ensinou como resolver questões que poderiam ser complexas com uma fita crepe! Ou com um barbante, algo simples. Ferramenta não deve ser limitadora de trabalho, mas tem trabalhos que sem um mínimo não pode existir. Entende?

EL: como você começou a construir vídeo projetores?

P: Elaborei essa proposta especialmente para o Labmovel, pensando em tecnologias móveis a serem construídas. Vem de uma cultura DIY (do it yourself = faça você mesmo), da vontade de montar e desmontar coisas, de entender como as coisas funcionam. Mas o interesse específico por vídeo projetores veio de trabalhar com eles e de ensinar sobre vídeo, ficava aquela pulguinha atrás da orelha: mas como? E assim começou a pesquisa, que ainda é bem recente e cada vez que começo outros universos se abrem.

EL: o que mais é possível reinventar com materiais que achamos que é lixo?

P: Hum… depende. Em meio a cultura da obsolescência talvez muito e talvez quase nada. Penso que deveríamos ter mais o costume de consertar antes de descartar, que vem de um pensamento do consumo do que se necessita, de buscar melhores materiais. Hoje conseguimos reaproveitar um tanto de equipamentos antigos, como os retro projetores, porque eram feitos de metal, com lentes e espelhos incríveis. Mas não tenho tanta certeza sobre os novos materiais que saem das fábricas.

De um lado existe a renovação: reaproveita-se peças, containers, reconstrói de outra forma. De outro existe a possibilidade do sucateamento. Mas existe um limite para esse reaproveitamento e sucateamento, é necessário que a própria indústria seja capaz de pensar em um produto e seu ciclo de vida, não só na biodegradação, mas em como esse material poderá ser algo outro depois de sua utilidade primeira ter sido esgotada.

EL: esta nova série de oficinas são feitas por mulheres. Você acha que na arte e tecnologia há poucas mulheres?

P: Não gosto muito das discussões sobre gêneros, acho que são separatistas e não muito construtivas. Mas acho sim que, comparativamente, há muito menos mulheres que homens em funções técnicas no geral. E arte e tecnologia demanda pensamento e ações mais técnicas. Mas já é percebível uma mudança desse esquema. Hoje encontram-se muitas mulheres em hacklabes e cursos, acadêmicos ou não, técnicos. E isso traz muitos benefícios para as áreas, além de um equilíbrio! Um dos benefícios que vejo é ter uma visão mais sensível e abrangente. Muitas mulheres chegam ao desenvolvimento digital a partir, por exemplo, de tecnologias vestíveis, que tem a ver com bordar, costurar, delicadezas… pensar no conforto e na usabilidade. E é justamente esse tipo de interface que tem mudado o mundo, com interfaces que nos mediam com o mundo digital cada vez mais intuitivas.

EL: Você acompanha o Labmovel desde o início. o que mais gosta no projeto?

P: Além do charme absoluto da kombosa rsrs gosto um tanto da idéia de pensar novas formas de educação e comunicação. Gosto muito da idéia de juntar pessoas da comunidade em praça pública, em retomar esse olho no olho com nossos vizinhos e da vontade de dividir uma técnica com um ar informal, de brincadeira.

Oficina #2: Projetores portáteis DIY

A oficina 2: Projetores portáteis DIY vai acontecer no próximo domingo, dia 16 de junho, das 13h30 as 17h30 no CEU Jaçanã. A artista Paloma Oliveira vai ensinar a construir vídeo projetores DIY com materiais baratos e equipamentos que se encontram em desuso em sua casa  e no seu bolso.

Sobre a oficina
Já pensou que é possível transformar seu celular ou tablet em um projetor de vídeo?
Esta oficina propõe a construção de vídeo-projetores DIY com materiais baratos e equipamentos que se encontram em desuso em sua casa.
Já pensou que massa poder ver vídeos de seu celular projetados na parede de sua casa? E na tela de uma kombi em uma pracinha?
Então bora aprender!
Materiais usados na oficina:  tablet, celular, caixas de papelão (mais legal ainda se forem encontradas na rua ou que sejam doadas pelo super mercado), canos de papelão, fresnel (retirado de retro projetores velhos ou comprados, encontra por cerca de R$20,00), lentes de aumento (do suporte do ferro de solda, do avô, faça o teste e veja qual funciona melhor), espelho (desses de 1 real), cola quente, papel alumínio, parafusinhos pequenos, tecido preto, caixas de som? hum… maybe… pra conectar no celular… tesoura, estilete, caneta piloto (pra desenhar no papelão)

E em homenagem ao bairro, vamos lembrar deste clássico de Adoniran Barbosa.

Oficina #1: Lea van Steen + Raquel Kogan

Plástico, espelho, água, vidro. Objetos do dia a dia instigam o olhar em oficina de vídeo com Lea van Steen & Raquel Kogan.

Para esta segunda temporada de oficinas, a primeira parada do Labmovel foi em frente ao CEU Paraisópolis, neste último Sábado (08/06/2013).

A medida que as pessoas iam chegando ao CEU, o grupo do Labmovel explicava um pouco sobre o objetivo daquela oficina. Assim o grupo foi se formando naturalmente, enfrentando a competição contra a piscina em um dia de sol.

Segundo a coordenadora Karina Sampaio o CEU Paraisópolis foi inaugurado em 2008 e conta com cerca de 5.000 pessoas inscritas, aproximadamente 10% da população local, mas um número considerável de pessoas também freqüenta o complexo sem inscrição.

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As artistas Lea van Steen e Raquel Kogan trouxeram como proposta aos participantes estimular o olhar na criação de imagens. Para isso, não é preciso usar equipamentos muito sofisticados, mas sim qualquer tipo de equipamento que registre a imagem em movimento, como celular e câmeras simples. Basta um olhar atento e curioso.

Para sugerir possibilidades de criação aos participantes, as artistas começaram apresentando brevemente o trabalho que elas fazem juntas usando objetos comuns do dia a dia. Um dos vídeos usava como objeto central a imagem refletida em um espelho, com uma imagem em movimento ao fundo.

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Com uma bolsa com objetos como bandeja de alumínio, caixa de espelhos, cortina de plástico, vidro de aquário e um porta retrato, as artistas explicaram que pode ser interessante obter imagens de acasos que surgem quando um olhar atento procura significados em coisas comuns, como o espelho que reflete o seu entorno, mas também reflete luz e pode ser usado para mudar a iluminação de um ambiente.

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Aos poucos, os participantes foram explorando os objetos trazidos pelas artistas, mas também o entorno do Labmovel: as pessoas que passavam pela rua, seus conhecidos, o espelho de uma moto estacionada, e o ponto final (quase) obrigatório foi a piscina.

Ao final da tarde, o grupo se juntou perto de um painel para assistir as imagens que tinham captado. Foi um momento surpreendente ver os resultados dessas crianças que sem aulas técnicas e de composição, escolheram de forma sensível as imagens que queriam guardar.

fotoImagens por Lucas Gervilla e Gisela Domschke

Fotos da Oficina de Video

Veja as fotos da Oficina de Video de Lea Van Steen e Raquel Kogan
no CEU Paraisópolis. As fotos sao de Carola González e Julia Bac.

Na oficina, os alunos usaram espelhos, panelas, jarras, água, vidros, relógios, porta-retratos para fazer seus próprios videos.