Ateliê Aberto, parceiro do Labmovel em Campinas

Conheça o Ateliê Aberto, o parceiro da primeira oficina do ano, que acontece neste final de semana em Campinas (São Paulo).

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Fundado em 1997, o Ateliê Aberto é um organismo auto-gerido e inter-dependente sediado em Campinas  voltado para a cultura contemporânea. Uma plataforma para fomentar a produção e o debate, articular ideias e unir forças, um laboratório permanente para processos colaborativos de criação e convívio. Tem uma produção autoral ao mesmo tempo que idealiza e produz projetos dentro e fora de seu espaço – compondo uma programação contínua de exposições, residências, intervenções urbanas, workshops, conversas e apresentações musicais. Dispõe de uma biblioteca especializada em títulos de arte aberta ao público. Tem portanto três frentes de atuação: é grupo de artistas, espaço cultural e produtora de projetos. É composto por Henrique Lukas,  Maíra Endo e Samantha Moreira, uma equipe composta por profissionais de diferentes áreas de atuação – artes visuais, cinema, gestão cultural e sustentabilidade.

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Já passaram por lá artistas como: Virginia Medeiros, Natasha Marzliak e Giovana Mastromauro, N´Sistas, Cristiano Rosa, Nuvem, Andrea Brandao (Portugal), Antonio Silva e Daniel Acosta, Laboratório Cisco, entre muitos outros.

(As imagens usadas neste post foram tiradas do site do Ateliê Aberto. Duas delas são de trabalhos que já estiveram em exposição)

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Gisela Domschke fala sobre o Labmovel

Gisela Domschke, artista e diretora artística do Labmovel, fala sobre o projeto, que está no seu terceiro ano. Leia a seguir o bate papo com ela.

 

O que vai rolar de diferente no terceiro ano de labmovel? Alguma unidade entre as oficinas?

Nessa série de oficinas “Espaço em Movimento”, pensamos em estender as ações do Labmovel para cidades próximas a São Paulo, buscando colaborar com diferentes parceiros em cada uma delas. Em Campinas, por exemplo, estamos realizando uma oficina no Ponto de Cultura Maluco Beleza, um espaço cultural dentro da Associação Dr. Candido Ferreira, que é um centro de assistência no campo da saúde mental. A oficina está aberta a usuários da associação assim como a artistas locais. Isso se deve a nossa parceria com o Ateliê Aberto, que foi quem nos apresentou esse espaço dentre alguns outros.

 

Como foi feita a escolha dos artistas?

Os artistas interessados são convidados a nos enviarem uma proposta. Para nós é importante que o tema da oficina tenha um diálogo com o contexto local, que comunique com a identidade dos participantes. Na oficina do Mario Ramiro e do Bruno Schultze, por exemplo, o tema da fotografia encenada favorece uma situação de processo de criação coletiva, onde os participantes vão buscar formas de expressar algo sobre o seu entorno. Isso vai possibilitar situações de trocas interessantes entre os artistas e os usuários do centro.

 

O labmovel tem mais planos para este ano depois da oficina de marco?

Sim, estamos com alguns projetos de novas parcerias, a nível nacional e internacional. Mas ainda estamos buscando fundos para realizá-los. Cada etapa do Labmovel vem sendo apoiada por uma organização diferente – Moondrian Foundation, Fundação Telefônica, Prince Claus Fund e agora o ProAC. Esse é um processo que demanda bastante dedicação da equipe como um todo. O Labmovel sem essa energia seria apenas uma kombi.

2014

Entre fevereiro e maio, quatro oficinas foram realizadas em várias cidades do Estado de São Paulo: Campinas, Santos, Ubatuba e Sao Paulo.

A primeira oficina foi de Fotografia Encenada com os artistas Mario Ramiro e Bruno Schultze. Aconteceu nos dias 15 e 16 de fevereiro no Ponto de Cultura Maluco Beleza em Campinas.

Através de uma cena montada para a fotografia, os participantes buscaram uma forma de expressar alguma questão ou problema, ou ainda um comentário sobre algo do seu entorno, de sua vivência, de sua visão de mundo. Mario Ramiro conduziu a oficina ao lado de Bruno Schultz, em uma ação conjunta entre o Labmovel e o Atelie Aberto.

Sobre os artistas:

Mario Ramiro – Artista multimídia, foi integrante do grupo de  intervenções urbanas 3NÓS3 e participante do movimento da arte e tecnologia no Brasil nos anos oitenta. É mestre em fotografia e novas mídias pela Escola Superior de Arte e Mídia de Colônia, na Alemanha, e doutor em artes visuais pela USP, onde é professor do programa de Pós-graduação. O conjunto de sua obra inclui a criação de intervenções urbanas, redes telecomunicativas, esculturas, instalações ambientais, fotografia e arte sonora.

Bruno Schultze é Mestre em Poéticas Visuais pela ECA/USP, artista plástico e docente de vídeo e fotografia. Expôs seus trabalhos em galerias e espaços públicos e privados em diversos países. Atua junto a comunidades indígenas brasileiras, ministrando cursos de vídeo e fotografia. Recentemente proferiu palestras sobre seu trabalho junto à comunidade indígena Guarani de São Paulo, durante simpósio nos departamentos de Artes e Antropologia da Vanderbilt University –Tennessee/EUA.

 

equipe do Labmovel:

Coordenador Geral: Lucas Bambozzi
Direção Artística: Gisela Domschke
Produção Executiva: Larissa Alves
Registro e Assistência de Produção: Lucas Gervilla
Comunicação Visual: Ally
Assessoria de Imprensa: Carola González

parceria:
Ateliê Aberto

realização:
Diphusa

apoio:
ProAc + SEC ESTADO DA CULTURA
Ponto de Cultura Maluco Beleza
Vitória Hotel Concept Campinas

 

OFICINAS ESPAÇO EM MOVIMENTO

4 oficinas em 4 cidades do Estado de São Paulo

m 2014, o Labmovel pode estender sua mobilidade a territórios independentes e descentralizados para além da grande São Paulo, atingindo outras cidades. A mídia digital foi aqui empregada para explorar as relações do humano e do meio ambiente. O projeto colocou em prática atividades laboratoriais como a fotografia encenada em uma instituição de saúde mental na periferia de Campinas, a escuta de histórias de crianças nas palafitas da zona norte de Santos, o uso de um drone acompanhando caminhadas para medição do índice de oxigênio nas águas de Ubatuba e a criação de marcos sonoros, invisíveis e geolocalizados na região de heliópolis. Muito importante nessa série foi a colaboração estabelecida com parcerias locais, que ajudaram na escolha dos locais e contextos em que as ações foram realizadas, assim como na organização dos encontros e nossa interface de compartilhamento com as comunidades. Pegar a estrada e pernoitar em outras cidades trouxe também uma experiência imersiva muito mais rica para o projeto.

apoio: Proac – Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo – Brasil
“Concurso de Apoio a Projetos de Espaços Independentes Vinculados às Artes Visuais no Estado de São Paulo” (edital 24/2013 do programa de Ação Cultural )