Dia #3: LabCEU 2016 Território Pinheirinho D’Água

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O terceiro dia de atividades começou recebendo os alunos do 2º ano da EMEF Dr. José Kauffmann. Sentados em roda cada criança contou “secretamente” qual é a brincadeira que mais gosta para uma educadora. Dentro do Labmovel, elas falaram sobre seus sonhos e desejos de brincar na escola e no bairro, construindo uma cartografia de desejos.

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Os alunos do 8º e 9º ano da EMEF Padre Leonel Franca conheceram o Labmovel e os projetos já realizados pela equipe. Separados em grupos usaram seus celulares para gravar um vídeo com entrevistas entre si, levantando as coisas que gostam de fazer e o que poderia ser melhorado na região. Os resultados foram projetados no Labmovel. Ao redor da maquete fotográfica, que mostra a vista aérea da região, a turma reconheceu lugares que frequentam no dia a dia e apontaram uma grande diversidade de atividades que gostariam de fazer, como aulas de arte dramática, música, dança, canto, línguas, cinema, gastronomia, pesca e outros.

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Dia #2: LabCEU 2016 Território Pinheirinho D’Água

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As atividades do segundo dia do Labmovel começaram escutando o público espontâneo que estava no parque Pinheirinho D’água. Pessoas que usam o espaço normalmente para fazer caminhadas ou atividades que acontecem ali, como Tai Chi Chuan e dança circular. Numa roda de conversa, as pessoas falaram sobre coisas que sabem fazer e coisas que gostariam de aprender. Estabeleceram-se conexões colaborativas entre eles. Em torno da planta do futuro CEU, o grupo realizou um exercício cartográfico do território, reconhecendo lugares, caminhos e acessos (e falta de) ao parque Pinheirinho D’água, e sua relação com o futuro CEU.

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O segundo grupo que participou das atividades foram jovens de 16 a 30 anos que fazem parte de dois coletivos: A Rua Fala e Casarão Arte Livre. Na roda de apresentações o nível de articulação e consciência dos participantes foi surpreendente. Em torno da maquete fotográfica, o grupo fez um reconhecimento cartográfico do território, apontando pontos de hip-hop, reggae, funk, samba, punk e skate. Em seguida, foi apresentada a eles a planta do futuro CEU, que terá uma gestão conjunta da Educação e da Cultura. Fechamos a oficina com música e MC’s em uma sessão de improvisos entre vários estilos.

Dia #1: LabCEU 2016 Território Pinheirinho D’Água

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Começamos as ações do LabCeu 2016 parando em dois pontos no entorno do futuro CEU Pinheirinho D’água. Primeiro foi a escola Escola Municipal de Ensino Fundamental Prof. Antônio Rodrigues de Campos, onde participaram da oficina de escuta crianças do 7 ano (de 12 a 14 anos).
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À tarde, Labmovel estacionou no parque Pinheirinho D’água onde encontramos com os alunos do 6 ano da EMEF Padre Leonel Franca. Foi proposta uma dinâmica com espelhos. Cada um recebia um espelho e, através de direções sugeridas pelo educador, os participantes caminhavam olhando o entorno refletido no espelho, aguçando o olhar para o que estava em volta e interagindo com os colegas se comunicando através da imagem refletida. A partir desse aquecimento, os participantes traçaram no mapa os caminhos do seu dia a dia.

 

LABMOVEL inicia os trabalhos do Laboratório CEU – Território Pinheirinho D’Água

Nas últimas duas semanas a equipe do Labmovel esteve se preparando para as novas oficinas que acontecem de 15 a 19 de março no entorno do futuro CEU Pinheirinho d’Água. Em uma parceira com as Secretarias Municipais do Desenvolvimento Urbano, Educação e Cultura as ações dão continuidade ao Laboratório CEU, iniciado como um projeto piloto na Vila Maria em 2014, por ocasião da implantação do Território CEU Novo Mundo.

A proposta desse projeto é buscar entender o bairro em suas complexidades e diversidades, em um processo de “escuta” da região. Há uma atenção especial aos aspectos subjetivos, nem sempre aparentes em estatísticas, censos e mapeamentos. É uma área ocupada recentemente, que tem o Parque Pinheirinho d’Água como um centro aglutinador, que mobiliza moradores de todas as idades. O parque será também a base das ações do Labmovel, que nesse projeto tem foco nitidamente ligado a processos educativos e de mediação com a comunidade. Ao longo da semana toda serão conduzidas atividades, com crianças, adolescentes, jovens e idosos. As ações serão mediadas por cinco educadores que buscarão entender as necessidades e expectativas das pessoas que moram no bairro de Pirituba com relação à construção desse novo CEU.

Os Centros Educacionais Unificados – CEUs são implantados pela prefeitura de São Paulo em regiões periféricas da cidade com o objetivo atender as necessidades de educação, cultura e esporte da região, bem como ampliar as ofertas de lazer e entretenimento aos finais de semana. O conceito dos Territórios CEU são dos arquitetos Alexandre Delijaicov, André Takiya e Wanderley Ariza que formularam as bases do projeto para a Prefeitura de São Paulo. A idealização é inspirada no projeto pedagógico de Anísio Teixeira.

O foco dessa edição do Labmovel é a iminente implantação do Território CEU Pinheirinho d’Água junto ao parque de mesmo nome, próximo aos bairros de Pirituba, Jardim Rincão, Freguesia, Brasilândia e Jaraguá, na região norte de São Paulo. O parque é considerado uma conquista dos próprios moradores e simboliza um esforço coletivo de ações culturais, ecológicas e sociais na região. O processo resultará em um mapeamento cultural da região, que será utilizado pela SMDU no planejamento urbanístico do entorno do CEU, ligando o mesmo a outros equipamentos e pontos de atividades culturais da região. O relatório do das oficinas de escuta serve também como uma fonte de sugestões para a programação do futuro CEU.
A equipe do Labmovel fez uma série visitas técnicas e entrevistas com moradores do entorno da área do parque Pinheirinho D’Água nos últimos dias. Algumas entrevistas buscaram resgatar, por exemplo, o que as pessoas lembram da história do local, como se relacionam no dia a dia com o entorno, e qual o uso dos equipamentos públicos no bairro. Essas informações ajudam a equipe entender melhor o público que fará as atividades da próxima semana e qual a melhor maneira de conduzir as oficinas. A condução das ações envolve uma constante atenção às dinâmicas locais, através de uma metodologia mediadora que vem sido desenvolvida em projetos pilotos do Labmovel.

Equipe Labmovel
Coordenação geral: Gisela Domschke e Lucas Bambozzi
Produção: Marina Pinheiro
Coordenação da equipe de arte-educadores e mediadores: Maria da Penha Brant
Pesquisa: Carolina Sacconi
Educadores: Maria da Penha Brant, Leonardo Polo, Orlando Coelho, Carolina Sacconi, Nara Rosseto
Webmaster e tecnologia online: Eduardo Fernandes
Operações técnicas: Ihon Yadoya
Vídeo: Lucas Gervilla
Motorista, apoio técnico: Rodrigo Motora
Redação e redes sociais: Julia Bac
Rolês, caminhadas em foto: Sato Casadalapa
Coordenação junto à SMDU: Tereza Herling
Produtores locais: Marcos e Verônica
Interlocutores locais: Sônia, Cida, Miguel (subprefeitura de Pirituba), Mazinho, Eduardo, Gav (rapper), Alexsandro (banda Indaíz e coletivo Casarão Arte Livre) e Acácio (rádio Jaraguá FM).

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Território CEU – Conceito e Pesquisa

“A escola-parque concebida por Anísio Teixeira também serviu de inspiração para um projeto ambicioso da prefeitura de São Paulo na gestão Marta Suplicy (2001-2004), que fez dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) o carro-chefe da política educacional da prefeitura.
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Os CEUs ocupam áreas nos rincões mais carentes do município e têm a proposta de oferecer um programa educacional amplo, que inclui esportes e áreas artísticas. Além das questões educacionais, seu espaço físico é liberado para uso como praça ou clube de lazer nos finais de semana para encontro da comunidade. No caso dos CEUs, a inspiração na escola-parque de Anísio Teixeira parece ser também arquitetônica. O projeto faz homenagem ao desenho moderno que Teixeira tanto prezava e, involuntariamente ou não, à carga simbólica que se mesclou a ele em termos de utopias sociais.

O projeto básico dos CEUs foi elaborado por Alexandre Delijaicov, André Takiya e Wanderley Ariza, arquitetos da divisão de projetos do departamento de edificações da Secretaria de Serviços e Obras da Prefeitura de São Paulo, sendo que o desenvolvimento do projeto e sua adaptação aos diferentes terrenos são feitos por diferentes escritórios de arquitetura. Um volume cilíndrico para a creche, um edifício de projeção retangular longo e estreito, em geral com três pavimentos para o ensino infantil e fundamental, um edifício que abriga teatro e instalações esportivas e ainda parque aquático com três piscinas.

Os CEUs são estruturas de grande porte, para 2.400 alunos, com a modulação bem marcada. A circulação vertical, no centro do bloco, se distribui nos andares em dois corredores laterais, como varandas, separados das salas por grandes caixilhos com vidro. Além da preocupação pedagógica e da de servir como praça e ponto de encontro nos finais de semana, os CEUs ainda acumulam a função de “catalisador” urbano: inseridos em áreas de construções precárias, espera-se que sua presença exerça uma marca positiva no bairro, favorecendo melhorias.”

fonte:A Escola Parque ou o sonho de uma educação completa(em edifícios modernos)

outros links para pesquisa:
Centros Educacionais Unificados, São Paulo

Território CEU, Gestão Urbana SP

LABCIDADE: repensar a colaboração na cidade

No dia do aniversário de São Paulo, 25 de janeiro de 2016, o Labmovel participou do LabCidade, um evento de arte sobre a cidade, conduzido pela Choque Cultural e pelo Laboratorio da Cidade. O projeto labcidade propõe uma reflexão sobre como usar melhor a cidade de São Paulo, valorizando suas ruas, praças e rios. Em um conjunto de atividades bem diverso, participaram desse encontro Regina Silveira, Lucas Bambozzi, Gisela Domschke, BijaRi, Tec, Ale Jordão, Lucas Gervilla, Marcus Bastos, Anaísa Franco, e vários outros, como em uma “sala na rua” com debates e palestras durante todo o dia e totalmente abertas ao público.

Como em outros projetos, o Labmovel atuou dando suporte a várias das ações previstas, com projeções de vídeos, documentários, remixagens de filmes (em torno do tema metrópoles distópicas), montagem de peças sonoras, e improvisos.

Um dos motivadores das ações e da própria participação foi repensar como podemos funcionar de fato juntos, revendo o papel de cada um nesse grande arranjo coletivo que é a própria cidade.

Toda a programação foi transmitida no webprograma “Sala na Rua”, com mediação de Baixo Ribeiro (Choque Cultural), Felipe Lavignatti, Andre Deak e João Ramirez (Laboratório da Cidade), Sergio Bicudo (Era Transmidia), Bruno Torturra e Maria Shirts (Fluxo). E convidados, são Gisela Domschke e Lucas Bambozzi (Labmovel), Gilberto Dimenstein (Catraca Livre), Igor Alegoria (Muda Cultural), Rodrigo Arnaut (Era Transmidia), Irene Quintáns (Oficinas para Crianças), Andrea (Acupuntura Urbana), Felipe Gasnier (Edições Ideal), Andre Palhano (Virada Sustentável), Floresta Urbana, Fabio Sabba (Uber), Regina Silveira, Leandro Beguoci (Outra Cidade), Pi Caiuby (Conexão Cultural) , Natalia Garcia (Cidade para Pessoas) e Lucas Pretti (Preto Café).
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LABCIDADE
Dia 25 de Janeiro das 10 hrs às 22 hrs
Local: Rua Medeiros de Albuquerque, Vila Madalena.