Labmovel na coluna da Choque Cultura no Catraca Livre

Kombi leva experiência tecnológica para Heliópolis
Choque Cultural on 2 de julho de 2014 às 13:03

Leia no site do Catraca Livre.

As novas tecnologias não tem fronteiras para a Kombi ‘tecno’ de Gisella Domschke & Lucas Bambozzi. Com o Labmóvel eles levam seu laboratório de novas mídias e experimentos artísticos para os rincões mais afastados do planeta. Praias, serras, centros e periferias já receberam suas visitas.

Agora é a vez de Heliópolis, dias 2 e 3 de julho. No programa, instalações sonoras do artista Claudio Bueno.

Veja a programação:

Oficina: Monumentos Sonoros
Artista: Claudio Bueno
Local: Centro Cultural de Heliópolis
Endereço: Estrada das Lágrimas, 2385 – São João Clímaco (11) 2083-2203
Público alvo: interessados em geral
Carga horária: 2 dias (aprox. 6 horas)
Dias: 02 e 03 de julho das 14h30 às 17h30
20 vagas
Inscrições no local ou através do email: info@labmovel.net

Equipe Labmovel:
Coordenação Geral: Lucas Bambozzi
Direção Artística: Gisela Domschke
Produção Executiva: Larissa Alves
Registro: Lucas Gervilla
Design/Comunicação Visual: Papaya Madness

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Veja as fotos da Oficina #3 em Ubatuba

Veja as fotos de Lucas Gervilla da Oficina #3 de Fernando Velázquez em Ubatuba. “Caminhadas e percursos assistidos com GPS, drones e outras traquitanas” foi o tema do workshop, em que foram utilizados um drone (aeronave não tripulada assistida por controle remoto) aliado a um telefone celular com gps e a uma câmera portátil GoPro para pensar a ideia de paisagem, geografia e território. Mais fotos no Flickr do Labmovel.

Babel Indiscreta em Santos

A segunda atividade de 2014 acontece em Santos, com a oficina Babel Indiscreta, ministrada pela artista baiana Vírginia de Medeiros que associa a oralidade a um ato performativo, em um processo que envolve o registro de depoimentos e uma forma de apresentação que pode resultar tanto numa instalação como numa performace. A ação tem apoio do Arte no Dique e conta com a parceria do projeto Cineme-Se, do Sesc e Unisanta.

Babel Indiscreta é um exercício lúdico que debate a subjetivação do corpo pelos atos de fala, articulando a tradição oral com o campo das artes visuais contemporânea. A oficina aborda ato de fala e suas possibilidades performativas, envolvendo questões ligadas ao corpo e sua regulação e legitimação. Através da coleta de registros orais dos participantes, será criado coletivamente uma instalação sonora, na tentativa de revelar o diálogo fecundo que o estatuto da voz desenha no nosso corpo e na nossa cultura.

Cena da oficina em Campinas

A primeira oficina, Fotografia Encenada, com os artistas Mario RamiroBruno Schultze, foi um sucesso. Aconteceu neste final de semana, 15 e 16 de fevereiro, no Ponto de Cultura Maluco Beleza em Campinas

Veja mais fotos.

 

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Através de uma cena montada para a fotografia, os participantes encontram uma forma de expressar alguma questão ou problema, ou ainda um comentário sobre algo do seu entorno, de sua vivência, de sua visão de mundo. A fotografia é empregada como um meio para a elaboração de narrativas simbólicas, pessoais e críticas. Esta foi uma ação em conjunto entre o Labmovel e o Ateliê Aberto de Campinas.

Ateliê Aberto, parceiro do Labmovel em Campinas

Conheça o Ateliê Aberto, o parceiro da primeira oficina do ano, que acontece neste final de semana em Campinas (São Paulo).

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Fundado em 1997, o Ateliê Aberto é um organismo auto-gerido e inter-dependente sediado em Campinas  voltado para a cultura contemporânea. Uma plataforma para fomentar a produção e o debate, articular ideias e unir forças, um laboratório permanente para processos colaborativos de criação e convívio. Tem uma produção autoral ao mesmo tempo que idealiza e produz projetos dentro e fora de seu espaço – compondo uma programação contínua de exposições, residências, intervenções urbanas, workshops, conversas e apresentações musicais. Dispõe de uma biblioteca especializada em títulos de arte aberta ao público. Tem portanto três frentes de atuação: é grupo de artistas, espaço cultural e produtora de projetos. É composto por Henrique Lukas,  Maíra Endo e Samantha Moreira, uma equipe composta por profissionais de diferentes áreas de atuação – artes visuais, cinema, gestão cultural e sustentabilidade.

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Já passaram por lá artistas como: Virginia Medeiros, Natasha Marzliak e Giovana Mastromauro, N´Sistas, Cristiano Rosa, Nuvem, Andrea Brandao (Portugal), Antonio Silva e Daniel Acosta, Laboratório Cisco, entre muitos outros.

(As imagens usadas neste post foram tiradas do site do Ateliê Aberto. Duas delas são de trabalhos que já estiveram em exposição)

Gente que nunca mete a mão na massa e sempre tem as unhas limpas

O artista e professor Mario Ramiro fala com o Labmovel sobre a oficina que vai ministrar ao lado de Bruno Schultze neste final de semana em Campinas, arte, tecnologia e cidade.

 

 

– Conte um pouco sobre a sua pesquisa sobre fotografia encenada?

 

A minha prática com essa forma fotográfica iniciou-se nos anos 80, com o grupo 3NÓS3. Apesar de termos atuado de forma intensa no contexto das intervenções urbanas, o grupo também tem alguns trabalhos de fotografia encenada. Quando me mudei para a Alemanha, onde desenvolvi o meu mestrado em arte e mídia, também produzi diversos trabalhos onde o corpo surgia como um elemento de uma “performance” orientada para a fotografia e o vídeo. Mais tarde, quando voltei para o Brasil e iniciei meu trabalho como professor do Depto. de Artes Plásticas na ECA-USP, dei continuidade à essa pesquisa na disciplina de Práticas Performativas. A experiência é muito bacana, onde os alunos são levados à conceber uma cena para ser fotografada. Os resultados são, em sua maioria, muito estimulantes.

 

– Quais foram os trabalhos de intervenção urbana mais interessantes que vc fez, que seu coletivo fez e que vc viu de algum outro artista brasileiro ou não?

 

O 3NÓS3 tem uma produção que ainda é, em grande parte, desconhecida do público, pois até hoje não temos um livro sobre os trabalhos do grupo, mesmo levando-se em conta as diversas pesquisas acadêmicas já realizadas sobre o grupo. São diferentes tipos de intervenção, onde a cidade, o espaço urbano era um elemento central na poética de trabalho do grupo. Tanto o Rafael França (1957-1991), o Hudinilson Jr. (1957-2013) e eu temos uma produção onde o corpo, o nosso corpo, surge como um elemento central das diferentes abordagens encontradas na produção de cada um de nós. Nos últimos vídeos do Rafael a temática do amor homoerótico e da morte são centrais. Na produção de xerox e nos cadernos de colagem do Hudinilson, o corpo erotizado também é o ponto focal de sua produção. E no meu caso o corpo surge como figura que passa da dimensão do mundo concreto para o mundo espiritual e também mergulhada nos prazeres da carne.

 

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– Qual é sua relação com tecnologia? 

 

Desde os anos 80 a questão da tecnologia foi sendo incorporada de forma natural à minha produção, como a de muitos colegas de minha geração. O xerox era visto por nós no início dos anos 80 como uma forma de “gráfica eletrônica”. Depois foram os sistemas de telecomunicação que foram adentrando cada vez mais o nosso dia-a-dia. Finalmente o meu interesse se voltou para a fotografia – a matriz das chamadas imagens técnicas. Hoje não me interesso mais em discutir uma arte produzida ou não com novas tecnologias. O mais importante de uma escultura não é a pedra ou o martelo, mas o que se faz com eles.

Gran ectoplasma

 

– E desde quando vem seu interesse em unir arte à tecnologia?

 

Como falei, desde os anos 80. Eu vivi praticamente toda a década de 90 na Alemanha, para onde fui realizar o meu mestrado. Lá comecei a trabalhar com fotografia e laser, como também comecei a trabalhar com computadores e me dediquei ao longo de vários anos à criação para a mídia impressa. Isso porque me interesso bastante pela produção de livros de artista.

 

– Na sua opinião o que falta no brasil para que as pessoas ocupem mais áreas públicas?

 

Projeto. Um professor alemão costumava dizer (em inglês): “no project, no problem”. Ou seja, quem não tem projeto, não tem problema. Tem muita gente que não tem disposição suficiente para resolver problemas, ou se meter em lugares onde não foram chamados. Esses vão virar artista de escritório. Gente que nunca mete a mão na massa e sempre tem as unhas limpas.