Vídeos das oficinas Espaço em Movimento

Vejas os vídeos das três oficinas do Labmovel no projeto Espaço em Movimento, contemplado pelo edital Espaços Independentes Vinculados às Artes Visuais do ProAC.

Assista ao video da Oficina “Caminhadas” com Fernando Velazquez em Ubatuba

Oficina “Babel Indiscreta”, com Virgínia de Medeiros em Santos.

Oficina “Fotografias Encenadas”, com Bruno Schultze e Mario Ramiro em Campinas.

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Oficina #3 de 2014 em Ubatuba

A terceira oficina do Labmovel é Caminhadas e percursos assistidos com GPS, drones e outras traquitanas e será ministrada por Fernando Velázquez. No workshop serão utilizados um drone (aeronave não tripulada assistida por controle remoto), aliado a um telefone celular com gps e a uma câmera portátil GoPro para pensar a ideia de paisagem, geografia e território desde perspectivas inusitadas.

“As pesquisas com drones surgem no âmbito da indústria bélica, mas a atual popularização destes artefatos, devido em parte a cultura do DYI (faça você mesmo), tem aberto um leque de questões que envolvem a técnica, a ética e estética. Iremos nos divertir numa deriva urbana pesquisando formas de captação de vídeo, mapeamentos geográficos pouco comuns, e discutiremos em conjunto uma possível ética por trás destas atividades”, conta Velázques.

Carga horária: 8h (2 dias de 4h cada)
Vagas: 20
Requerimentos do participante: nenhum conhecimento específico
Inscrições: info@labmovel.net

Sobre o artista que vai ministrar a Oficina #3:
Fernando Velázquez é artista multidisciplinar. Suas obras incluem vídeos, instalações e objetos interativos, e performances audiovisuais. Doutorando em Comunicação e semiótica pela PUC-SP, participa de exposições no Brasil e no exterior com destaque para a Emoção Art.ficial Bienal de Arte e Tecnologia (Brasil, 2012), Bienal de Cerveira (Portugal, 2013 e 2011), Mapping Festival (Suíça, 2011), WRO Biennale (Polônia 2011), On_off (Brasil, 2011), Bienal do Mercosul (Brasil, 2009), Bienal de Tessalônica (Grécia, 2009), Bienal Ventosul (2009), e o Pocket Film Festival no Centro Pompidou (Paris, 2007). Obteve dentre outros o Premio Sergio Motta de Arte e Tecnologia (Brasil, 2009), Mídias Locativas Arte.Mov (Brasil, 2008), “2008, Culturas” e o Vida Artificial (ambos na Espanha, 2008). Foi curador do Motomix 2007, Papermind Brasil, Dorkbot São Paulo e do Projeto !wr?. Professor da PUC_SP, vive e trabalha em São Paulo.

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Cena da oficina em Campinas

A primeira oficina, Fotografia Encenada, com os artistas Mario RamiroBruno Schultze, foi um sucesso. Aconteceu neste final de semana, 15 e 16 de fevereiro, no Ponto de Cultura Maluco Beleza em Campinas

Veja mais fotos.

 

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Através de uma cena montada para a fotografia, os participantes encontram uma forma de expressar alguma questão ou problema, ou ainda um comentário sobre algo do seu entorno, de sua vivência, de sua visão de mundo. A fotografia é empregada como um meio para a elaboração de narrativas simbólicas, pessoais e críticas. Esta foi uma ação em conjunto entre o Labmovel e o Ateliê Aberto de Campinas.

Ateliê Aberto, parceiro do Labmovel em Campinas

Conheça o Ateliê Aberto, o parceiro da primeira oficina do ano, que acontece neste final de semana em Campinas (São Paulo).

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Fundado em 1997, o Ateliê Aberto é um organismo auto-gerido e inter-dependente sediado em Campinas  voltado para a cultura contemporânea. Uma plataforma para fomentar a produção e o debate, articular ideias e unir forças, um laboratório permanente para processos colaborativos de criação e convívio. Tem uma produção autoral ao mesmo tempo que idealiza e produz projetos dentro e fora de seu espaço – compondo uma programação contínua de exposições, residências, intervenções urbanas, workshops, conversas e apresentações musicais. Dispõe de uma biblioteca especializada em títulos de arte aberta ao público. Tem portanto três frentes de atuação: é grupo de artistas, espaço cultural e produtora de projetos. É composto por Henrique Lukas,  Maíra Endo e Samantha Moreira, uma equipe composta por profissionais de diferentes áreas de atuação – artes visuais, cinema, gestão cultural e sustentabilidade.

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Já passaram por lá artistas como: Virginia Medeiros, Natasha Marzliak e Giovana Mastromauro, N´Sistas, Cristiano Rosa, Nuvem, Andrea Brandao (Portugal), Antonio Silva e Daniel Acosta, Laboratório Cisco, entre muitos outros.

(As imagens usadas neste post foram tiradas do site do Ateliê Aberto. Duas delas são de trabalhos que já estiveram em exposição)

Gisela Domschke fala sobre o Labmovel

Gisela Domschke, artista e diretora artística do Labmovel, fala sobre o projeto, que está no seu terceiro ano. Leia a seguir o bate papo com ela.

 

O que vai rolar de diferente no terceiro ano de labmovel? Alguma unidade entre as oficinas?

Nessa série de oficinas “Espaço em Movimento”, pensamos em estender as ações do Labmovel para cidades próximas a São Paulo, buscando colaborar com diferentes parceiros em cada uma delas. Em Campinas, por exemplo, estamos realizando uma oficina no Ponto de Cultura Maluco Beleza, um espaço cultural dentro da Associação Dr. Candido Ferreira, que é um centro de assistência no campo da saúde mental. A oficina está aberta a usuários da associação assim como a artistas locais. Isso se deve a nossa parceria com o Ateliê Aberto, que foi quem nos apresentou esse espaço dentre alguns outros.

 

Como foi feita a escolha dos artistas?

Os artistas interessados são convidados a nos enviarem uma proposta. Para nós é importante que o tema da oficina tenha um diálogo com o contexto local, que comunique com a identidade dos participantes. Na oficina do Mario Ramiro e do Bruno Schultze, por exemplo, o tema da fotografia encenada favorece uma situação de processo de criação coletiva, onde os participantes vão buscar formas de expressar algo sobre o seu entorno. Isso vai possibilitar situações de trocas interessantes entre os artistas e os usuários do centro.

 

O labmovel tem mais planos para este ano depois da oficina de marco?

Sim, estamos com alguns projetos de novas parcerias, a nível nacional e internacional. Mas ainda estamos buscando fundos para realizá-los. Cada etapa do Labmovel vem sendo apoiada por uma organização diferente – Moondrian Foundation, Fundação Telefônica, Prince Claus Fund e agora o ProAC. Esse é um processo que demanda bastante dedicação da equipe como um todo. O Labmovel sem essa energia seria apenas uma kombi.

Gisela Domschke fala do Labmovel

Gisela Domschke, idealizadora do Labmovel ao lado de Lucas Bambozzi, fala sobre as ações que rolaram este ano e o que vai acontecer no ano que vem.

Quais foram suas impressões do Labmovel? 

Ao explorar novas formas de mediação entre o artista e o público em áreas da periferia, onde o acesso a arte e tecnologia é ainda escasso, nosso objetivo é o de criar novas conecções e trocas de experência – tanto para o artista quanto para o público. O aspecto da mobilidade oferece uma alternativa aos espaços institucionais e seus laços por demais fixos e estáveis.

De todas as ações teve alguma mais especial? E por que?

A oficina do Panetone em Capão Redondo funcionou muito bem devido ao apoio que tivemos da Casa do Zezinho. A colaboração com uma organização local facilita a divulgação e a organização da oficina.

A conversa sobre ocupação de espaços públicos foi tema constante este ano. O que ainda falta para que a cidade seja um ambiente ideal para as  pessoas?

Uma política que seja focada no espaço público – em termos de transporte, urbanização e programas de atividades sócio culturais.  Infelizmente nossa política ainda privilegia a especulação imobiliária em seus projetos urbanísticos.

Quais outros artistas vocês querem incluir nos próximos rolês do Labmovel?

Para 2013 pretendemos realizar uma série de oficinas com artistas mulheres.  As oficinas terão como foco o jovem e apresentarão como temas a questão da “identidade” e do “lúdico”. Para isso, vamos colaborar com organizações locais de cada região. Estamos, no momento, agenciando parcerias para que o programa se torne realidade.

E tem alguma outra coisa que você queira falar?

Nosso objetivo  com as oficinas não é apenas o de ensinar ao participante uma técnica específica, mas principalmente a de estabelecer um novo espaço de trocas de conhecimento  e experiência.

Segundo dia da oficina #4 no Capao Redondo

O segundo dia da oficina #4 do Labmovel aconteceu hoje a tarde no Campo do Astro em frente a Biblioteca para Todos do Parque Santo Antônio no Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo.

O oficineiro da oficina #4 Eletrônica Criativa e Producão Sonora foi Panetone.

E teve apoio da Casa do Zezinho, que levou seus alunos para a oficina.

Conheça os outros workshops que passaram pelo Labmovel em 2012: Realidade Aumentada, #1, #2, #3.

Panetone demonstrando como se cria um instrumento sonoro simples para produção musical

Um dos  alunos executando os ensinamentos da oficina

Panetone e uma das alunas da Casa do Zezinho

Visão do Campo do Astro, onde fica a Biblioteca , local da Oficina #4

Alunos da oficina

Panetone, Lucas Gervilla (documentarista do Labmovel) e Lucas Bambozzi (idealizador do Labmovel)