Gisela Domschke fala sobre o Labmovel

Gisela Domschke, artista e diretora artística do Labmovel, fala sobre o projeto, que está no seu terceiro ano. Leia a seguir o bate papo com ela.

 

O que vai rolar de diferente no terceiro ano de labmovel? Alguma unidade entre as oficinas?

Nessa série de oficinas “Espaço em Movimento”, pensamos em estender as ações do Labmovel para cidades próximas a São Paulo, buscando colaborar com diferentes parceiros em cada uma delas. Em Campinas, por exemplo, estamos realizando uma oficina no Ponto de Cultura Maluco Beleza, um espaço cultural dentro da Associação Dr. Candido Ferreira, que é um centro de assistência no campo da saúde mental. A oficina está aberta a usuários da associação assim como a artistas locais. Isso se deve a nossa parceria com o Ateliê Aberto, que foi quem nos apresentou esse espaço dentre alguns outros.

 

Como foi feita a escolha dos artistas?

Os artistas interessados são convidados a nos enviarem uma proposta. Para nós é importante que o tema da oficina tenha um diálogo com o contexto local, que comunique com a identidade dos participantes. Na oficina do Mario Ramiro e do Bruno Schultze, por exemplo, o tema da fotografia encenada favorece uma situação de processo de criação coletiva, onde os participantes vão buscar formas de expressar algo sobre o seu entorno. Isso vai possibilitar situações de trocas interessantes entre os artistas e os usuários do centro.

 

O labmovel tem mais planos para este ano depois da oficina de marco?

Sim, estamos com alguns projetos de novas parcerias, a nível nacional e internacional. Mas ainda estamos buscando fundos para realizá-los. Cada etapa do Labmovel vem sendo apoiada por uma organização diferente – Moondrian Foundation, Fundação Telefônica, Prince Claus Fund e agora o ProAC. Esse é um processo que demanda bastante dedicação da equipe como um todo. O Labmovel sem essa energia seria apenas uma kombi.

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2014

Entre fevereiro e maio, quatro oficinas foram realizadas em várias cidades do Estado de São Paulo: Campinas, Santos, Ubatuba e Sao Paulo.

A primeira oficina foi de Fotografia Encenada com os artistas Mario Ramiro e Bruno Schultze. Aconteceu nos dias 15 e 16 de fevereiro no Ponto de Cultura Maluco Beleza em Campinas.

Através de uma cena montada para a fotografia, os participantes buscaram uma forma de expressar alguma questão ou problema, ou ainda um comentário sobre algo do seu entorno, de sua vivência, de sua visão de mundo. Mario Ramiro conduziu a oficina ao lado de Bruno Schultz, em uma ação conjunta entre o Labmovel e o Atelie Aberto.

Sobre os artistas:

Mario Ramiro – Artista multimídia, foi integrante do grupo de  intervenções urbanas 3NÓS3 e participante do movimento da arte e tecnologia no Brasil nos anos oitenta. É mestre em fotografia e novas mídias pela Escola Superior de Arte e Mídia de Colônia, na Alemanha, e doutor em artes visuais pela USP, onde é professor do programa de Pós-graduação. O conjunto de sua obra inclui a criação de intervenções urbanas, redes telecomunicativas, esculturas, instalações ambientais, fotografia e arte sonora.

Bruno Schultze é Mestre em Poéticas Visuais pela ECA/USP, artista plástico e docente de vídeo e fotografia. Expôs seus trabalhos em galerias e espaços públicos e privados em diversos países. Atua junto a comunidades indígenas brasileiras, ministrando cursos de vídeo e fotografia. Recentemente proferiu palestras sobre seu trabalho junto à comunidade indígena Guarani de São Paulo, durante simpósio nos departamentos de Artes e Antropologia da Vanderbilt University –Tennessee/EUA.

 

equipe do Labmovel:

Coordenador Geral: Lucas Bambozzi
Direção Artística: Gisela Domschke
Produção Executiva: Larissa Alves
Registro e Assistência de Produção: Lucas Gervilla
Comunicação Visual: Ally
Assessoria de Imprensa: Carola González

parceria:
Ateliê Aberto

realização:
Diphusa

apoio:
ProAc + SEC ESTADO DA CULTURA
Ponto de Cultura Maluco Beleza
Vitória Hotel Concept Campinas